domingo, abril 25, 2010

Santo André 2 x 3 Santos. Dorival, Dorival...

O Santos venceu, no sufoco, o Santo André por 3 x 2 de virada na primeira partida da final do campeonato paulista 2010. Está com a mão na taça e na próxima partida pode perder

E hoje, me desculpem, a bronca vai para o treinador do Santos, Dorival Jr. – mesmo com o péssimo primeiro tempo do alvinegro da Vila, apático e com sérias dificuldades para jogar o seu melhor futebol, o treinador santista não foi nada feliz na tarde deste domingo.

CONSELHOS PARA DORIVAL

Conselho 1: NÃO SE DEIXA NO BANCO DE RESERVAS O ARTILHEIRO DO TIME! Ainda mais para a entrada de um jogador como o Marquinho, que tem lá sua importância tática, mas basta ver que no segundo tempo, com a entrada do André e com a mudança de atitude da equipe, o Santos fez 3 x 1 até com certa facilidade; A melhor formação para esta equipe é com o Pará na lateral direita, meio de campo composto por Arouca e Wesley e o ataque com Robinho, Neymar e André, sendo que o Robinho pode voltar um pouco mais para buscar jogo. Marquinhos é banco.

Conselho 2: NA SUBSTITUIÇÃO, CUIDADO: COM APENAS UMA MUDANÇA PODE DESESTRUTURAR UM SETOR INTEIRO. Dorival Jr. errou feio na substituição para a entrada do Madson. Marquinho fazia uma das piores partidas com a camisa do Santos: nulo, sem função. O lógico seria que este jogador fosse substituído. No entanto Dorival fez lambança: deixou o Marquinho em campo, tirou Pará ( um leão na marcação) e com isso perdeu tanto lateral como meio de campo. O resultado: O Santo André, mortinho em campo, achou facilidade justamente pelo setor direito, fez o segundo gol e ainda foi pra cima acreditando que poderia empatar a partida. Felizmente o jogo terminou antes disso.

Entendam, não é o caso de julgar o Dorival Jr. como um mau treinador, ninguém está dizendo isso. Apenas que na hora da decisão não se pode cometer certos erros – a meu ver, óbvios – e deixar o adversário tomar conta da partida, como fez o Santo André no primeiro tempo e no finalzinho do segundo tempo. Isso poderia comprometer o - belíssimo - trabalho ao longo do campeonato.

DESTAQUES
BOLA CHEIA: Ganso, Wesley e André. O que o Paulo Henrique fez no segundo tempo foi mágico, coisa de um legítimo camisa 10; Wesley mostrou toda a versatilidade que o torna uma das “peças fundamentais” deste time e André mostrou o porquê é imprescindível.

BOLA MURCHA: Edu Dracena e Marquinho. O zagueiro estava tão estranho no primeiro tempo que andou entregando uns lances pra lá de esquisitos e quase que o Santo André vira o tempo com pelo menos 2 x 0 de vantagem; Marquinho foi um jogador que só fez número em campo. "E o goleiro, que falhou no primeiro gol?" Pois é, apesar da falha horrível do Felipe no gol do Ramalhão, o goleiro praticou ao menos umas 3 defesas sensacionais. Tem apenas 22 anos, tem grande potencial.

ARBITRAGEM
PC de Oliveira todo mundo sabe quem é. Neymar foi caçado em campo no primeiro tempo, sofreu pênalti e o grande PC, pra variar, deixou pra lá. E todos os jogadores do Santo André estavam doidos para que o moleque entrasse na provocação e recebesse um cartão amarelo. Não adianta chorar: esse é o PC Oliveira e todos sabem quem é. Inclusive a diretoria do Santos que, salvo engano, nem se manifestou contra a escolha deste péssimo árbitro.

FINALÍSSIMA
Que o time entre em campo no próximo domingo “focado”, sem os habituais “apagões” ( 4 meses de trabalho e isso ainda não foi resolvido) e que Dorival não queria inventar logo na finalíssima. Aliás, que ele relacione o Giovanni para a partida e, no final, quando tudo estiver definido – esperamos que a favor do Santos – o nosso G10, com a tarja de capitão, jogue uns 10, 15 minutos e levante a taça de campeão paulista. Uma despedida em grande estilo para o nosso eterno Messias.

Escrito por Jaime Guimarães, substituindo o saudoso e desaparecido Ministro Veiga.
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domingo, abril 18, 2010

Santos 3 x 0 São Paulo. Juvenal subiu a serra!

(clique na imagem para visualizar melhor)

Sejamos justos: o São Paulo até que tentou e usou a sua melhor arma neste ano, a boca. Calma, apressadinho, não estou falando de felattio, e sim dos falastrões pelos lados do Morumbi, mais propriamente o presidente Juvenal Juvêncio.

Que soltou um festival de bobagens logo depois do primeiro jogo em que o Santos venceu por 3 x 2: primeiro, que os meninos do Santos “estavam apavorados” em campo. Logo depois, na reunião que definiu – de novo! - Fábio Koff como presidente do clube de 13, Juvenal Jumêncio ( apropriado, não?) afirmou que o Santos era um clube “de médio para pequeno”.

Não sei de que forma essas declarações repercutiram na Vila Belmiro antes do jogo, mas a julgar a vontade com que Neymar e cia. jogaram contra o São Paulo, sobretudo no segundo tempo, não havia melhor resposta para dar a Juvenal Jumêncio e alguns recalcados da imprensa que insistiam em dizer “ó, mas o São Paulo tem camisa, hein?”. Como se a camisa do Santos também não merecesse respeito.

O JOGO

Dorival Jr. surpreendeu ao sacar o artilheiro do time, André, dentre os titulares para a entrada do Pará na lateral direita e reforçar o meio de campo com Wesley e Marquinhos. Nem precisava: com um meio de campo contando com Rodrigo ZZZouto e Cléber ZZZantana, o São Paulo era lento, burocrático e mal apareceu no ataque no primeiro tempo. O Santos, apesar de ter as melhores chances, parecia ressentir da referência do jovem André no ataque. Uma pena Paulo Henrique e Marquinhos não estarem inspirados no primeiro tempo, pois assim o Peixe poderia virar o placar com pelo menos 2 x 0 com certa facilidade até.

No segundo tempo, Robinho apareceu pro jogo. E aí pobre São Paulo: o craque fez fila, chamou o jogo, deu pedalada, fez tabelas com Neymar, outro que infernizava a zaga tricolor e aí deu no que deu: 3 x 0 sem ter o que contestar, embora a transmissão da Rede Globo tentasse, o tempo todo, encontrar irregularidades nos gols de Neymar. Mas não deu, não é, Arnaldo?

DESTAQUES

Pará jogou bem, mais uma vez. Quebrou o galho na lateral esquerda, foi muito bem na lateral direita. É daqueles jogadores que crescem de produção quanto a equipe está em um bom momento. Felipe foi muito seguro hoje e a dupla de zaga foi muito firme, além do Wesley fazer exatamente o que se espera dele: marcar e aparecer bem no ataque, com toda a mobilidade que possui - o chapéu que ele deu no Richarlysson foi antológico.
Mas o Neymar acabou com o jogo. Robinho no segundo tempo foi muito bem, mas o moleque que desperta cobiça de Real Madrid e Chelsea deu um show desde o primeiro tempo: chamou o jogo, driblou, catimbou, fez gol, fez paradinha, não se intimidou. Claro que o Dunga prefere volantes brucutus a jogadores técnicos e aspirantes a craque, mas tanto ele, Neymar, como Paulo Henrique Ganso deveriam ir para a Copa, sem dúvida.

FUTURO

Agora, na final contra o bom time do Santo André, é preciso manter o mesmo espírito deste jogo de hoje contra o São Paulo: a equipe jogou com seriedade e o principal problema deste time ao longo do ano até aqui, os famosos “apagões”, hoje simplesmente não aconteceram. É um bom sinal.

Escrito por Jaime Guimarães, substituto do Ministro Veiga, ainda desaparecido ( suspeita-se que foi abduzido por reptilianos).
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