27 de Maio de 2008. Na comunidade Espírito Saaaantos ( uma das melhores para se discutir sobre o SantosFC), comentava-se sobre a saída de Leão e as especulações sobre um novo técnico. Cuca era o preferido, seguido de Paulo Autuori, Abelão e Muricy.
Porém alguns membros ( André Benes, Amílcar e Douglas) sugeriram a efetivação do Márcio Fernandes. Muitos (inclusive este blogueiro) torceram o nariz para tal idéia, embora tivesse lógica: MF é um cara que está no Santos há anos e conhece cada canto da Vila Belmiro e como as coisas funcionam por lá.
O clássico contra o São Paulo na Vila e um 0 x 0 melancólico só aumentaram as desconfianças em relação ao Márcio Fernandes. Tanto que logo depois chegou o Cuca e foi o desastre que vimos ( Cuca conseguiu a proeza de piorar o que já estava ruim no Santos: time, esquema tático, ambiente, relacionamento com jogadores).
Voltou Márcio Fernandes (até porque não havia outras opções interessantes – e de baixo custo benefício, é bom frisar – no mercado de treinadores). E com ele voltou Serginho Chulapa e o auxiliar Nenê Belarmino. Após a partida contra o Náutico ( em que o time escalado foi apenas uma repetição do Cuca), o Santos apresentou algum futebol convincente contra Flamengo, Ipatinga e uma boa apresentação contra o Cruzeiro.
Ou seja, a evolução que esperávamos ter com o Cuca, estamos vendo com o Márcio Fernandes.
E qual é o segredo? Qual a mágica? Será que o Márcio Fernandes aprendeu no Instituto Luxemburgo a escalar um time? Ou será que na verdade quem manda ali é o Nenê Belarmino?
Nada disso. Leiam só as declarações de dois jogadores do Santos:
“...se tivéssemos jogado num esquema mais simples, como estamos jogando agora, talvez tivéssemos obtido melhores resultados”. Fabiano Eller, zagueiro;
“Quando as coisas não vão bem, é melhor fazer o básico”. Wendel, volante
Futebol, dentro de campo, é simples. Um 4-4-2 básico, o velho “arroz com feijão” com forte marcação no meio de campo e rápida saída para o ataque funciona melhor que esquemas mirabolantes e variações táticas complexas. Não é todo mundo que tem o talento e a visão de um Rinus Michel ou de um Telê Santana (que fez até Cafu e tantos outros jogarem bola).

Márcio Fernandes, por tudo isso ( ou só por isso) “é o cara”? Não. É só um treinador de bom senso: fez o óbvio. Pela primeira vez em 2008 temos um treinador que procura fazer o óbvio com a equipe, reconhecendo suas limitações e alguns potenciais.
Será que ainda dá tempo?
KLÉBER CHICLETINHO
Vai embora. Mas vai mesmo? A parte física ainda está no Santos...apodrecida e inútil. Já o espírito e a vontade do jogador já estão fora do Santos há muito tempo. A “má-fase” não é de hoje. O Santos tentou contratar o peruano Hidalgo, de 32 anos, ex-Grêmio, para substituí-lo, mas chega de bichados no Santos. Acho que já é hora do Carleto ser o titular ali pelo lado esquerdo. A não ser que apareça um Léo, quem sabe?
E a missão secreta do Ministro Veiga na China era justamente essa: tentar negociar o Kleber Chicletinho. Parece que teve êxito...de forma indireta...
Confira as aventuras(!!!) do Ministro Veiga em Pequim clicando neste LINK.
Visite também GROOELAND ( de Mr. Pafúncio de Sá Kane)...e só para lembrar: 
Leão deixou o Santos. Para alegria de diretores, boa parte do conselho, torcida do carnaval e de alguns jogadores. E, creio, até do presidente do clube.
Confira a entrevista de Emerson Leão e repare que todos esses pontos citados anteriormente e debatidos na 

