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terça-feira, agosto 31, 2010

Breve (breve mesmo!) história do Corinthians - homenajem ao sentenariu mano!

1910 – É fundado em São Paulo, capital, o Sport Club Corinthians Paulista. Há controvérsias quanto à origem do nome, porém o mais provável é que se trate de uma homenagem a um navio cargueiro inglês naufragado do qual restou apenas um par de remos e uma velha âncora - daí a inspiração para o escudo.

1914 – Primeiro título paulista... digo, paulistano. Ou da Liga Paulista de Football. Quer dizer...sei lá! Em 1914 tivemos dois campeões paulistas, por ligas diferentes, uma confusão! Como ninguém se entendia, o avô de Armando Marques resolveu proclamar dois times campeões naquele ano. O fato se repetiria diversas vezes ao longo das décadas de 1910, 1920 e 1930.

1928 – Fazendeiros às margens do Rio Tietê ( limpo à época) são desapropriados de uma área e ali nasceu o “estádio” do Corinthians, chamado de “Fazendinha” para homenagear os antigos donos. Foi a primeira ação do então presidente Washington Luís para tentar resolver o problema dos sem-tetos. Neste ano surgem os primeiros registros de poluição no Rio Tietê.

1952 – O primeiro título internacional do Corinthians veio neste ano com a Pequena Taça do Mundo, disputada na Venezuela, grande potência do futebol sul-americano nesta época. A competição envolvia apenas clubes convidados e não possuía caráter oficial, pois era organizada por um grupo de empresários. Se isso te lembra alguma coisa, vá até o ano 2000.

1954 – Cronologicamente, este é o quarto título mais importante da história do Corinthians: campeonato paulista do IV Centenário da cidade de São Paulo. Chamado para as comemorações e para a entrega da taça ao campeão, o presidente Getúlio Vargas não estava a fim de ir e deu uma desculpa convincente: se matou. Ou mataram o presidente? Deixa pra lá...

1961 – A maravilhosa campanha no campeonato paulista daquele ano legou ao clube um dos seus apelidos mais sugestivos: “faz-me rir”.

1968 – A vitória sobre o Santos de Pelé por 2x0 depois de 11 anos de surras foi tão emocionante que os corintianos comemoraram este fato como se fosse um título, de forma que este é o terceiro título mais importante da história do Corinthians. Reza a lenda que um dos ministros do então presidente Costa e Silva era corintiano e, na noite do fim do tabu, de porre, propôs umas “mudanças na lei”. Assim foi criado o AI-5.

1969 – É fundada a “Gaviões da Fiel”. Já que no campo o time não ganhava nada, o jeito era tentar ganhar algo no carnaval.

1974 – O único grande jogador revelado pelo clube, Rivelino, é expulso pelos torcedores.

1976 – Milhares de torcedores corintianos invadem o Rio de Janeiro para a semifinal do campeonato brasileiro contra o Fluminense. Neste ano surgiu na capital carioca a proposta de um complexo penitenciário chamado “Bangu I”.

1977 – Depois de 23 anos sem ganhar nem palitinho, figa ou bafo, o Corinthians sagrou-se campeão paulista batendo a Ponte Preta na final. O jogo foi totalmente irregular, pois o Corinthians atuou com 12 jogadores ( com Rui Rei) e a Ponte Preta apenas com 10 (sem Rui Rei). Foi o segundo maior título da história do clube.

1990 – primeiro título nacional do Sport Club Corinthians Paulista, se igualando ao Coritiba (1985) e Sport Recife (1987), mas ainda em desvantagem a esses clubes por não possuir estádio.

1998 – o Corinthians começa a era das grandes contratações. O grande nome deste ano é o argentino Javier Castrilli, árbitro que também é ídolo da torcida da Portuguesa-SP.

2000 - um grupo de empresários resolveu criar um torneio similar à “Pequena Taça do Mundo” disputada na Venezuela na década de 50 e assim tivemos a 1ª edição da Copa Band / Torneio de Verão, conquistada pelo Corinthians (convidado, diga-se de passagem), que foi “campeão do mundo” só para a Band, Traffic e a Fiel, claro. Diante de tanto chororô corintiano, os velhinhos da FIFA disseram que eles eram “campeões mundiais”, mas tipo “café com leite”.

2001 – Inspirado no Torneio de Verão e Corinthians “campeão mundial”, a Rede Globo cria os “Jogos Mundiais de Verão” exibido até hoje no Esporte Espetacular.
2002 – retomando a tradição de grandes contratações, o Corinthians contrata o gaúcho Carlos Eugênio Simon. Deu certo: campeão da Copa do Brasil. No ano seguinte, porém, sem grandes contratações, naufragou - mais uma vez - na Libertadores.


2005 – Falido, sem dinheiro e atolado em dívidas, o Timão faz um acordo com a máfia russa e contrata dois grandes craques: Luís Zveiter e Márcio Rezende de Freitas. Sucesso: campeão brasileiro.

2007 – Rebaixado para a segunda divisão do campeonato brasileiro. Índice pluviométrico da cidade de São Paulo registra recorde neste ano.


2008 – Alegria para a torcida corintiana! O maior título da história do clube veio neste ano: campeão da segunda divisão!

2010 – Ano do centenário corintiano, mais conhecido como “centenada”. Uma série de eventos é programada para comemorar a data e, sem títulos significativos para chamar a atenção, o jeito foi programar um tal “show da virada”. Convidaram o presidente da República, corintiano ( o que explica a situação do país), mas nem ele foi. O clube argentino River Plate enviou uma nota lamentando não ter sido convidado para participar de mais um “show da virada”.

Caso reproduza este texto, cite a fonte: http://espiritosantos.blogspot.com/

terça-feira, junho 01, 2010

Pós-jogo Santos x Gambás: algumas considerações

Demorei a atualizar essa postagem porque imediatamente após o jogo contra o Corinthians fiquei deveras chateado nem tanto pela derrota em si para um time tecnicamente inferior, mas sobretudo pela disposição principalmente dos jogadores que podem decidir a partida – Neymar, Paulo Henrique Ganso, Wesley ( sim, o nosso “elemento-surpresa”, jogador fundamental neste time). E poderia escrever mais besteiras do que normalmente já escrevo.

Se em um time altamente qualificado como o Santos jogadores como Marquinho e Marcel se destacam mais pela vontade do que propriamente pelo futebol apresentado, alguma coisa está errada.

Muito se falou em “ambiente ruim”, “racha no elenco” e “boicote dos meninos” ao técnico Dorival Jr e outras teorias. Mas ao que parece o ambiente na Vila Belmiro está bom – segundo quem está lá constantemente e acompanha os treinos. Claro que houve algum "estremecimento" no grupo após a desastrada entrevista do técnico Dorival Jr. que tentou mostrar “autoridade” via imprensa – e os meninos também deram “recadinhos” via imprensa, o que fez o treinador "baixar a crista" e adotar um discurso mais brando, ressalte-se – mas pelo visto a coisa já foi superada, ao menos é o que todos esperamos.

Então vamos nos deter a breve análise sobre alguns aspectos técnicos, táticos e personagens polêmicas deste time.

DORIVAL JR.
Já falei sobre o treinador aqui mesmo neste blog, em plena euforia pela conquista do título paulista. E deixei uma pergunta: como será a sua atuação, por exemplo, nas fases finais da Copa do Brasil e em jogos decisivos de um campeonato brasileiro com pontos corridos?

No jogo contra o Corinthians novamente errou nas substituições, deixando o já vulnerável sistema defensivo santista bastante convidativo para as descidas do “Ataque corintiano” – a proposta de jogo do técnico Mano Menezes é só uma: retranca. E o posicionamento da zaga também deixa a desejar. Dorival Jr. alega falta de tempo para treinamento. É uma justificativa válida, então o que faria um treinador com algum bom senso? Se não há tempo para treinar, invente o menos possível. Com a parada para a Copa do Mundo, Dorival Jr. tem a obrigação de ao menos equilibrar este time defensivamente.

FELIPE
O goleiro vem sendo bastante contestado e virou o alvo preferencial dos santistas e muitos já pedem a volta de Fábio Costa. Bem, com essa zaga mal postada, sem proteção efetiva à frente de zaga, podem colocar Fábio Costa, Diego Cavalieri, Renan, Dida, Peter Cech, Rodolfo Rodrigues 30 anos rejuvenescido que o time adversário vai continuar chegando na cara do gol diversas vezes.

Antes de crucificar o jovem goleiro santista, seria bom ajustar este sistema defensivo do Santos. Não estou dizendo que Felipe é um goleiraço, extraordinário, nada disso: é um jovem goleiro com potencial para progredir muito na carreira. Precisamos, sim, de um goleiro melhor. Mas repito: da forma como o Santos vem jogando contra adversários mais qualificados, serão 2, 3 gols por jogo, independente de quem estiver no gol. E Fábio Costa, definitivamente, não é a solução para o problema.

MARQUINHOS
É o queridinho do treinador e essa insistência com o jogador vem prejudicando a equipe. Foi bem contra o Corinthians? Eu digo que ele se destacou, sobretudo, pela vontade que até então não havia apresentado. Em um time "molenga" não é tão difícil assim: Geílson, Tiuí, etc.

Mas qual a função do jogador no time titular – e mais: o que ele vem jogando para justificar esta condição? Ele não tem fôlego para marcar, sua chegada ao ataque não é incisiva e constantemente “some” da partida. Há quem diga que o jogador é importante para compor o meio de campo e é a única opção que Dorival tem no banco.

Discordo: antes de esgotar as possibilidades, seria bom que Dorival testasse o jovem Breitner na posição. É um jogador taticamente muito interessante e que certamente comporia muito melhor um meio de campo ao lado de Arouca e Wesley. O problema é que Dorival não o utiliza em jogos mais fáceis e assim insiste com Marquinho o tempo todo.

ASSESSORIA DE IMPRENSA E NEYMAR
Finalmente a assessoria de imprensa do SantosFC apareceu e resolveu blindar Neymar do assédio dos repórteres. Há quem diga que a assessoria de imprensa é um assunto secundário, mas não é: em plena era da informação – e com as novas tecnologias de informação e comunicação – o trabalho deste profissional é de suma importância para orientar e evitar polêmicas desnecessárias, entrevistas desastradas ( como a do treinador Dorival Jr no episódio dos baladeiros) e declarações impensadas, como algumas dadas por Ganso e por Neymar.

Sobre Neymar, o garoto vai oscilar em seu futebol ainda. Em 2003 Robinho levou um chá de banco do treinador Chiliquenta e ao longo daquele mesmo ano teve altos e baixos no campeonato brasileiro; hoje é um baita jogador. Com Neymar é preciso paciência, mas também cuidados e orientações para com este adolescente – as pessoas parecem esquecer deste “detalhe” e confrontar adolescentes humilhando-os publicamente é a pior coisa que pode acontecer a eles. Há que preservar disciplina e estabelecer regras e punições, sim, mas a forma como isto é feito faz muita diferença.

PS: A julgar pela comemoração dos corintianos após a vitória sobre o Santos, a impressão que temos é que eles vão colocar uma nova estrela na camisa. No ano do CENTENADA, talvez seja a maior conquista do Corinthians: ganhar do Santos. (arte by RPN)

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quinta-feira, maio 06, 2010

O futuro do ex-trategista


(clique na imagem para visualizar melhor a homenagem ao S.C.Curintia, que todos amamos zoar)

Hoje teremos um convidado especial para a atualização do blog: Walter Davi Dente, renomado astrólogo, numerólogo, arqueólogo, sociólogo, psicólogo e advinhólogo. Pedimos ao renomado estudioso para que fizesse uma previsão muito simples: o futuro do (ex?) técnico Vanderlei Luxemburgo, o ex-trategista.

E agora, em primeira mão, apenas para os leitores do blog Espírito Saaaantos, o futuro do (ex?) técnico Vanderlei Luxemburgo.

2010 – Após uma campanha muito ruim no campeonato brasileiro e contratações desastradas – os atacantes Jean, Gilmar Pica-Tonta e Kleber Pereira, além dos meias André Beleza, Magnum e Léo Lima - Luxemburgo é demitido do Atlético-MG, deixando o clube mineiro na 11ª colocação. Indignado com a demissão, Luxemburgo esbraveja: “Extávamos no meio de um proxexo, levei o time à Sul-Americana e exixo rexpeito. Nunca mais trabalho aqui!”

2011 – É contratado pelo Santa Cruz-PE e recebido com festa no estádio do Arruda. Os torcedores do Santa esperam que Luxemburgo consiga tirar o tradicional clube pernambucano da 4.a divisão.

Abril de 2011 – O Santa Cruz faz uma excelente campanha no campeonato pernambucano e chega à final. Mas perde o título para o Sport-PE na Ilha do Retiro. Presidente do Sport-PE ironiza Luxemburgo, dizendo que o treinador é “velho freguês” do leão da ilha. Luxemburgo pede respeito e afirma que nunca trabalhará no Sport.

Dezembro de 2011 – Decepção total no Santa Cruz: o time não consegue passar pelo octogonal que classificaria 4 times para a 3ª divisão. Luxemburgo é vaiado pela torcida do Santa, que o acusa de “decadente”. Irritado com as críticas, Luxemburgo pede que tenham respeito com o seu nome e afirma que “ o meu ciclo no Santa terminou hoje. Nunca mais trabalho aqui!”

2012 – Vanderlei Luxemburgo acerta contrato para treinar o Gurupi, de Tocantins. De quebra, anuncia sua candidatura à câmara de vereadores de Palmas, capital do estado.

Maio de 2012 – Com reforços consagrados como os atacantes Gil e Denílson, além do lateral esquerdo Kléber Chicletinho, o Gurupi quebra um jejum de 4 anos sem títulos e vence o campeonato tocantinense de futebol. Luxemburgo avisa que é só o começo do "proxexo". Continua trabalhando com o Gurupi e dedicando-se à sua eleição.

Outubro de 2012 – Luxemburgo não consegue se eleger vereador em Palmas, mas ficou com a 15ª suplência de seu partido e na 52ª suplência da coligação; Gurupi ameaçado de rebaixamento na 4ª divisão.

Dezembro de 2012 – O Gurupi naufraga e sequer consegue vaga para o octogonal da 4ª divisão. Na última rodada, após perder em casa para o Trem Desportivo Clube, do Amapá, a torcida do Gurupi hostiliza Luxemburgo, que desabafa na imprensa local: “Isso é molecagem, nunca mais trabalho aqui!”

2013 ( N.do E.:notem que o mundo não acabou. Calendário Maia fail) – Às voltas com o seu reativado Instituto Vanderlei Luxemburgo de Futebol, o treinador tem convite do Atlético Ibirama, de Santa Catarina, mas resolve aceitar o desafio de ser manager do Íbis-PE. Seu auxiliar técnico, o ex-jogador Ricardinho, é o novo técnico do Íbis, que graças a Luxemburgo fecha parceria com o Iraty-PR para obter alguns atletas. Chegam ao clube pernambucano o meia Jorinélson ( sobrinho de Arinélson) e o experiente Cléber Santana.

Junho de 2013 – Com Ricardinho no comando técnico e Luxemburgo no depto. de futebol, o Íbis disputa 32 partidas entre campeonato pernambucano e Taça Estado de Pernambuco, que classifica 4 times para disputarem a 4ª divisão do campeonato brasileiro. Em 32 jogos o Íbis perde 30, empata 1 e vence 1 partida polêmica contra o Serrano, em Serra Talhada, com arbitragem duvidosa do árbitro Márcio Rezende de Freitas Filho. Torcedores do Íbis, inconformados com a vitória do time, que perdeu o posto de “pior time do mundo” para o DostolstóiFC, de Vladivostok, da Rússia, hostilizam o dirigente Luxemburgo, que afirma “nunca mais trabalhar no Íbis novamente”.

2014 – Após 6 meses dedicando-se integralmente ao Instituto Luxemburgo de Futebol, onde lança como treinadores Carlinhos Bala (ex-atacante), Fabiano Genro (ex-volante), Astorga (ex-zagueiro) e Denílson (ex-atacante), Vanderlei volta a Santos, desta vez para treinar a Portuguesa Santista, que está de volta à 1ª divisão do campeonato paulista.

Abril de 2014 – A Portuguesa Santista é novamente rebaixada para a 2ª divisão do campeonato paulista após perder para o Santos por 5 x 0 na Vila Belmiro. Na véspera do jogo, o experiente atacante Robinho, de volta ao Santos –que conquistaria o título daquele ano - , puxou o coro “Ô Vanderlei/Pode esperar/ a sua hora vai chegar”. Sob a alegação de ser um treinador muito caro, a diretoria da Briosa demite Luxemburgo, que esbraveja: “sou um profixional. Não axeito como fui tratado! Nunca mais trabalho aqui!”

Dezembro de 2014 – Desempregado e tentando a carreira de empresário de jogadores, foi convidado para dirigir o time dos “Amigos de Ronaldinho Gaúcho” na despedida do craque. Jogando contra o time dos “Amigos de Adriano”, perde o jogo e é xingado no Maracanã pelos torcedores – sobretudo do Flamengo. Inconsolável, afirma: “nunca mais trabalho aqui!”

2015 – A convite do amigo Marcelo Teixeira, ex-presidente do Santos, vai lecionar no curso de Administração Esportiva da UniMT. Luxemburgo está satisfeito com a nova função, mas admite que tem convite para treinar a seleção da Guiana. Para isso já se matriculou no curso de Idiomas Santana’s Language, de propriedade do ex-técnico Joel Santana, que abandonou a carreira de treinador e virou professor de inglês para jogadores e técnicos de futebol.

Agradecemos ao sr. Walter Davi Dente pelas previsões.

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segunda-feira, março 15, 2010

Sobre Santos 3 x 4 Palmeiras: um grande jogo e lições a aprender

(clique na imagem para visualizar melhor)

O Palmeiras quebrou a invencibilidade de 12 partidas do Santos ao derrotar o alvinegro por 4 x 3 na Vila em uma grande partida. Teve de tudo ontem no estádio Urbano Caldeira: gols bonitos, falha de goleiro, dancinhas, arbitragem frouxa, lances geniais.

O Santos falhou muito em seu setor defensivo. Culpabilizar o goleiro Felipe pela derrota – falhou no 4º gol por estar adiantado e desatento no jogo – é simplista e esconde a principal deficiência do time neste campeonato: o desequilíbrio entre um ataque incrível e um sistema defensivo frágil. Sem contar os “apagões” que o time sofre em determinados momentos dos jogos. O Santos simplesmente “para” de jogar e isso vem acontecendo desde a partida contra o Bragantino, passando por Rio Claro, Corinthians e até Naviraiense (no 1º jogo, em MS).

Dorival precisa resolver isso. A zaga está muito desprotegida e é preciso de um volante “cão de guarda”, daqueles que tenham como ofício a marcação implacável e a cobertura da zaga. O problema é que no elenco só tem “meia boca”: Roberto Brum, Germano e Rodrigo Mancha são fracos. Mesmo assim Dorival deveria pensar na escalação do Mancha, o menos ruim dos três, para compor melhor o meio de campo. É bonito ver uma equipe com vocação tão ofensiva, mas é bom lembrar que não é todo o dia que um time toma 3 gols e marca 6.

Ontem marcamos 3 gols no Palmeiras – que obviamente não é a Naviraiense, como certos comentaristas insinuaram – que tem Marcos no gol, mas tomamos 4 gols em falhas grotescas de posicionamento da zaga, tanto que no 1º gol verde eram três jogadores subindo para cabecear, livres de marcação, restando apenas ao goleiro Felipe uma saída não muito honrosa, mas sem muito o que fazer. O resultado acabou sendo justo porque o Palmeiras soube aproveitar bem todas essas deficiências santistas.

Patrulhamento


Enquanto o Santos e os meninos da Vila faziam a festa contra Bragantino, Rio Branco e outros times do interior, ninguém reclamava de “desrespeito” e “gracinhas” que os habilidosos jogadores de frente do Santos faziam – muito pelo contrário, diversos comentaristas e jornalistas exaltavam a “volta do futebol arte, do futebol moleque” e outros termos elogiosos e saudosistas.

Porém primeiro veio a paradinha no pênalti convertido por Neymar no clássico contra o São Paulo e um humilhado Rogério Ceni desabafando de forma grosseira e arrogante contra o moleque ousado de 18 anos recém-completos; depois veio o chapéu no zagueiro Chicão, do Corinthians, em clássico vencido pelo Santos na Vila. E aí começou todo o patrulhamento em torno dos jovens jogadores santistas. Houve até quem defendesse que o Chicão "arrebentasse" o Neymar.

Os mesmos jornalistas e comentaristas que outrora louvavam o “futebol moleque” passaram a falar de “molecagem”. Passaram a dizer que o time de meninos era “mascarado”, que subestimava e humilhava os adversários.

Ao final da partida contra o Santos, o meia Diego Souza, do Palmeiras, tomou as dores do zagueiro Chicão e desabafou: “eles fazem o que querem, subestimam muito os outros times. O Neymar disse que deu aquele chapéu no Chicão porque deu vontade. Isso não se faz”. Seria ótimo que o Diego Souza também fosse solidário a jogadores que recebem cotoveladas e são caçados em campo. Isso, sim, não se faz.

Há uma inversão de valores muito interessante. Jogadores com Neymar, Paulo Henrique e Robinho possuem recursos técnicos que um Chicão, Dentinho e Diego Souza não possuem. Pecado seria se os jogadores santistas não utilizassem todos aqueles recursos, como pedaladas, dribles, lançamentos, chapéus. Interessante que tais recursos são vistos como “desrespeito” ao adversário, mas as cotoveladas e lances perigosos que se constituem em entradas maldosas são considerados “do jogo”. Se outros jogadores não possuem toda essa técnica, cabe a eles encontrar seus pontos fortes e treinar, e não procurar intimidar um grupo de garotos que joga futebol como se fosse uma diversão.

Diversão. Talvez este seja o problema. Em um mundo muito chato e politicamente correto, onde palavras como “respeito” e “profissionalismo” muitas vezes não passam de meros discursos hipócritas quando se convém utilizar – sobretudo no Brasil, onde o “jeitinho” e o improviso infelizmente ainda imperam - , a diversão, a alegria, a espontaneidade parecem ser proibidas.

Eu me divirto vendo esse jovem time santista jogar, mesmo que não seja campeão ( é futebol, nem sempre os melhores times vencem, vide Brasil 1982) é um prazer assistir partidas em que o Santos entra em campo. Porque não apenas os meninos jogam bonito e com alegria que resulta em belos lances e gols fantásticos, mas também porque o adversário se esforça ao máximo para vencê-los. E o resultado é um grande jogo de futebol.

Infelizmente, ao que parece, para muita gente, perdura a filosofia Pé-de-Uva do futebol de resultados cujo o gol é “apenas um detalhe”. Que seja. Mas não condenem o que só aparece de tempos em tempos e por um curto período em nosso pobre e desgastado futebol: um time alegre, espontâneo e habilidoso.

Porque também precisamos de um pouco de humor!

Palmeirenses agora estão com a moda do “Porcolation”.Nada contra, é criativo,desde que fique apenas neste campo das dancinhas e brincadeiras saudáveis, sem descambar para agressões. Neste espírito vamos relembrar uma charge do saudoso Ministro Veiga, desaparecido desde 2008 e que até hoje não se tem notícias sobre seu paradeiro.
Escrito por Jaime Guimarães, que achou a senha do blog com a ex-namorada do Ministro Veiga, a Cunegunda. Só não perguntem como ele obteve tal senha. Siga no twitter: www.twitter.com/jaimeguimaraess e no blog http://grooeland.blogspot.com/

domingo, maio 31, 2009

Santos 3 x 1 Gambás. Venceu, mas convenceu?

Por Pafúncio de Sá Kane (interino. Visite: http://grooeland.blogspot.com/)

Mesmo com uma postura bem preguiçosa durante o segundo tempo, sobretudo, o Santos venceu o CUrintia ( dane-se se é “reserva”, os jogadores ali vestiam a camisa do fétido da marginal s/n) por 3 x 1 na Vila Belmiro, com dois gols deste extraordinário Paulo Henrique ( que quase foi detonado por parte da torcida no ano passado) e do MADson que, por sinal, foram os dois melhores jogadores do Santos.

Na verdade estes dois jogadores vem fazendo toda a diferença no time do Santos e quando o Neymar entra em jogo a coisa funciona melhor ainda. O Santos poderia ter feito 4 ou 5 gols se tivesse um centroavante menos displicente ( mesmo com os passes açucarados do PH, que uma hora vai acabar é desistindo de tentar ajudar o centroavante) e não jogasse o segundo tempo “à la ZZZZouto”. Não dá para entender a preferência do Mancini pela dupla ZZZZouto e Pastor Comediante. Mesmo que o Germano não seja lá essas coisas, merece a titularidade.

Portanto, logo de cara temos o problema da marcação de meio de campo, frouxa demais. O CUrintia quando tinha um contra-ataque levava algum perigo, principalmente pelo lado do “lateral” Luisinho, que é de uma regularidade impressionante: outra partida bizarra.

Por falar em regularidade, eis que nosso goleiro “ídolo de créditos eternos” falhou novamente. Não foi nenhum chute à queima-roupa pro goleiro valer-se apenas do reflexo e espalmar pro lado que o nariz está apontando...ao que parece nosso “goleiro” foi vacilante no lance: nem pra fazer a defesa, nem pra espalmar. Decidiu mal e tomou o gol. Vai ver sua vontade era esperar o atacante corintiano avançar mais para dar suas “famosas saídas” de gol.


E o Mancini vem melhorando dia a dia. As substituições foram corretas, apesar da manutenção da dupla de volante e do centroavante inteligente feito uma porta – mas aí é porque não há opções. Mesmo com um time meio remendado aqui e ali e sobretudo pelos três moleques ( MADson, Neymar e Paulo Henrique – que quase foi jogado à fogueira no ano passado, é sempre bom lembrar) o Santos pode até tentar almejar uma classificação para a Libertadores de 2010.

Valeu pelos três pontos, mas a partida em si foi frustrante. Esperávamos bem mais do Santos. Venceu, mas daí para o “convenceu” fica mais complicado....

COPA DO MUNDO BRASIL 2014

Empreiteiras estão em festa! Saiu a relação das cidades que serão sedes dos jogos da Copa do Mundo no Brasil em 2014. São elas: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília, Curitiba, Salvador, Recife, Natal, Fortaleza, Manaus e Cuiabá.

O Engenhão, construído no Rio de Janeiro para os jogos Pan-Americanos, tinha custo estimado em R$ 60 milhões. Acabou custando R$ 400 milhões; a reforma do estádio de Pituaçu, em Salvador, neste ano de 2009, custou R$ 53 milhões, bem mais que os R$ 20 milhões estimados no começo das obras (sem licitação e com inúmeros atrasos e irregularidades ambientais, diga-se de passagem).

O “legado” destes estádios e das obras para a Copa do Mundo todo mundo sabe quem vai pagar. Deu certo no Rio de Janeiro, não?

quarta-feira, setembro 10, 2008

CORINTHIANS NA FINAL DA LIBERTADORES CONTRA O REAL POTOSÍ ( BOL)!!!

O LHC ( super acelerador de partículas) já está funcionando e o mundo não acabou, contrariando os profetas apocalípticos de plantão e as seitas malucas espalhadas por aí. Agora, só resta esperar a profecia maia de 2012 pra ver o que acontece. O fato é que o mundo ainda está aí e o Corinthians ainda tem chances de ser campeão da Libertadores. Mas será que conquistará tal título? O que vemos a seguir é um relato de um viajante do tempo ( ao estilo Marty McFly ou mais pra Bill & Ted) sobre os terríveis acontecimentos da noite de 31 de Dezembro de 2499.


CORINTHIANS X REAL POTOSI - FINAL DA LIBERTADORES DA AMÉRICA 2499

Final da Libertadores da América, ano 2499. Finalmente o Corinthians poderá sagrar-se campeão das Américas e disputar de forma legítima o título mundial! A fiel torcida lota o estádio São Pirilinho, em Diadema, alugado gentilmente pelo SantosFC para uma ocasião tão especial ao co-irmão! O Timão disputa o título contra o Real Potosí da Bolívia e vai vencendo por 2 x 1, mas este placar ainda dá o título aos bolivianos. Para ser campeão, o Corinthians precisa fazer mais um gol.

E aos 44 minutos do segundo tempo, Socrábiro Casadimir Dentibuda ( um atacante polêmico, resultado da clonagem a partir do DNA dos grandes ídolos da fiel: Sócrates, Biro-Biro, Casagrande, Wladimir, Dentinho e Abuda - violando as regras da FIFA: Federação Intergaláctica de Futebol - que só permitem clones de ídolos do passado com até 2 amostras de DNA), arranca pela esquerda e cai na área na saída do goleiro. O árbitro Márcio Rezende Castrilli Simon de Freitas VIII marca pênalti bastante contestado pelos bolivianos.

Princípio de confusão no estádio São Pirilinho. O assistente de arbitragem, C3PO, captou que o goleiro boliviano sequer tocou no atacante corintiano. A presidente corintiana, Marlene Dualib Joorabichan Matheus (tatataraneta do lendário Vicente Matheus) invade o campo. Jogadores reservas do Timão também invadem po campo e pressionam o árbitro.

Os jogadores bolivianos suspeitam de armação. Na véspera da partida o presidente do Real Potosí chamava a atenção para o fato de o árbitro ser um humano e não um robô, como normalmente acontece. Lances de impedimentos polêmicos e pênaltis duvidosos são coisas do passado.

A guarda imperial brasileira, composta pelos robôs de elite equipada pelo imperador supremo Luizinacio Genuíno Roussef Suplicy da Silva XXXVIII, entra em cena e contém a invasão de torcedores organizados através das pistolas teletransportadoras (quem é atingido pelo raio teletransporter vai direto para a cadeia).

Furtivamente, o diretor do Corinthians, Damião Citadinius, implanta um chip diferente no auxiliar de arbitragem C3PO e a programação do robô é alterada. O pênalti é confirmado, para desespero do goleiro Evo Etcheverria, que ainda recebe o super cartão vermelho (dado aos jogadores extremamente violentos, afastando-os dos gramados por 5 jogos e obrigando tais jogadores a prestar serviços sociais na colônia lunar “The Dark Side”, que é o local para onde são enviados os paranóicos e psicóticos terrestres).

A penalidade será cobrada. Já temos 55 minutos do segundo tempo. É bater a penalidade e terminar o jogo. Não há como perder: como o Real Potosí já fez as 5 substituições que tinha direito e o banco de reservas estava desfalcado, quem foi pro gol foi o presidente do clube, Evo Chavez Morales, aos 109 anos na cadeira de rodas manual ( a Bolívia ainda vive no século XXI, que absurdo!).

E o timão finalmente será o campeão da Libertadores. Abudherrera Dineineto se prepara para a cobrança. É o momento máximo da história do S.C.Corinthians Paulista. Tão histórico e tão importante que até o LGC (Large God Clone), ambicioso projeto humano para a clonagem de Deus, que acontecia exatamente no mesmo momento, foi deixado em segundo plano.

Ao mesmo tempo que Abudherrera partia em direção à bola, o LGC era ligado. A Terra estremece. Surge diante dos cientistas o clone de Deus. Mas por um erro de cálculo grotesco, o chip implantado no clone divino não continha a programação “misericórdia”.

Uma função “repeat” estava acionada e a Terra inteira foi assolada por grandes terremotos, nuvens de gafanhotos geneticamente modificados que tornaram-se carnívoros, piolhos desenvolvidos que invadiam o cérebro das pessoas, moscas mortais e uma torrencial chuva de enxofre e fogo. Tudo no planeta progressivamente tornou-se sal.
No exato momento em que o pênalti batido por Abudherrera ia entrando devagarinho no gol, todos no estádio se transformam em sal. Observando com mais atenção, nota-se que a bola não ultrapassa linha, portanto não foi gol.

Mas uma leve brisa empurrava a bola em forma de sal em direção ao gol. Sim, o Corinthians ainda poderia ser campeão da Libertadores, mesmo que levasse mais mil anos para cada grãozinho de sal entrar no gol! Que final de mundo dramático! Haaaaaja coração!

No último ato do clone de Deus, um espetacular dilúvio toma toda a Terra. As águas dissolvem a bola de sal exatamente em cima da linha. O planeta chega ao fim e o Corinthians não foi campeão da Libertadores da América. Mas o equílibrio do Universo foi assegurado. Tudo está na mais perfeita normalidade.

EPÍLOGO – 2500: Aparentemente, nenhum sinal de vida no planeta devastado. No entanto, onde outrora se encontrava o litoral de São Paulo, duas crianças estão a salvo. Estão nuas e precisam se cobrir, pois sentem frio. Encontram camisas brancas com um símbolo parecido a um coração e código: SFC. Vestem-se com os mantos. Vasculhando alguns escombros, encontram uma imagem de um antigo rei que vestia o mesmo manto que elas com o código SFC. Em breve, entenderão o significado disso tudo. É um recomeço. Uma nova esperança. Sem árvores no centro de um jardim e sem serpentes, maçãs ou Chicos.A humanidade está a salvo.