"Está na hora de alguém educar esse rapaz, ou vamos criar um monstro."
"É mau exemplo para o garoto que está vendo, [é mau exemplo] para o meu filho".
Uma rápida análise nestas frases nos passa a impressão de que estamos falando de um marginal ou de um indivíduo que representa um perigo para a sociedade. Não se trata de nada disso: tais expressões foram direcionadas ao jogador de futebol Neymar e foram ditas por treinadores de futebol - René Simões e Tite, respectivamente.
Neymar é um jogador que suscita discussões acaloradas desde o momento em que fez sua primeira aparição no time profissional do Santos, em 2009. O garoto, então com 17 anos, chamou a atenção por sua técnica apurada e dribles desconcertantes. Logo se tornaria alvo dos zagueiros e por conta do físico franzino levava a pior quando acontecia o contato físico com o jogador adversário - daí surgiu a história do "cai cai".
Desde então as coisas aconteceram muito rápidas para o jogador. Em 03 anos Neymar coleciona números impressionantes: são títulos (tri campeão paulista, campeão da Copa do Brasil, campeão da Libertadores), gols (112 gols em 192 jogos incluindo a seleção brasileira) e contratos de publicidade milionários associados a um plano de carreira, o que fez o jogador e staff resistirem ao assédio de clubes europeus como Chelsea e Real Madrid e assim permanecer no Santos. Neymar, hoje, é um sucesso nos gramados - é visível a evolução tanto técnica quanto comportamental do jogador com apenas 20 anos - e estranhamente isso incomoda a muita gente.
Pode-se dizer o que quiser do jogador Neymar dentro de campo: genial, craque, talentoso, cai-cai, marqueteiro, marrento... enfim, são opiniões comuns dentro de uma rivalidade normal relacionadas ao futebol; contudo, muita coisa que se escuta e lê sobre o jovem jogador do Santos é carregada por um ódio quase inexplicável em críticas geralmente não relacionadas ao futebol - a aparência, o gosto musical, as aparições publicitárias, o dinheiro.
Ao reforçar estereótipos e conferir outro rótulo imbecil ao Neymar por conta de uma derrota de seu time em que o jogador santista teve atuação destacada, quem dá mau exemplo é o técnico Tite - que desta forma entra definitivamente para o grupo dos maus perdedores, pois "dessa aversão pelo sucesso alheio e do desespero em virtude de seus fracassos, a alma exaspera-se contra a sorte (...) e afunda na comiseração". (Sêneca)
Desenhando: é muita "chorabilidade".
Desenhando: é muita "chorabilidade".





É o queridinho do treinador e essa insistência com o jogador vem prejudicando a equipe. Foi bem contra o Corinthians? Eu digo que ele se destacou, sobretudo, pela vontade que até então não havia apresentado. Em um time "molenga" não é tão difícil assim: Geílson, Tiuí, etc. 







Escrito por Jaime Guimarães, que achou a senha do blog com a ex-namorada do Ministro Veiga, a Cunegunda. Só não perguntem como ele obteve tal senha. Siga no twitter: 



Claro que é preciso ter calma com os garotos. O problema é que conhecendo a história do Santos é difícil não deixar-se levar pela euforia, pelos novos “Meninos da Vila”, por esses meninos que surgem na Vila de tempos em tempos e que tornam este time diferente, diferentemente apaixonante e mágico. 
Isso chama-se carisma, nobres “especialistas”. Não é preciso ter 30 milhões de torcedores ou um grande estádio particular para que a paixão por um time se estabeleça e arraste multidões aos estádios, seja em Santos, São Paulo, Rio de Janeiro, Américas, Europa, na África, enfim, no mundo. Não se surpreendam e tampouco subestimem a torcida santista. Nós sempre provaremos que estão errados. 