"Sua bandeira no mastro é a história /de um passado e um presente só de glórias."
Tudo isso vem sendo jogado no lixo, vem sendo desprezado pela filosofia “Santos é de Santos” com atitudes que lembram a dos senhores de engenho do Brasil colonial ou coisa pior:
De início, a Camorra parece ter feito suas maiores incursões na sociedade através de pequenos monopólios, que ela estabeleceu dentro do sistema penitenciário. Monnier declara que o preso não podia comer, beber ou jogar sem a permissão de um camorrista (membro da Camorra), e um décimo de todo o dinheiro que um prisioneiro recebeia na prisão – com o qual ele podia comprar comida e fumo – tinha de ser dado ao camorrista. O não-cumprimento dessas regras resultaria no “risco de ser morto por golpes de cassetete”. Além disso, as autoridades da prisão também pagariam uma quantia à Camorra para manter os prisioneiros sob controle.
KLEIN, Shelley: As sociedades secretas mais perversas da história. Editora Planeta.
A agressão ao técnico Emerson Leão por um bando de delinqüentes em plena Vila Belmiro demonstra bem o poder da filosofia “Santos é de Santos”, bem ao estilo ditatorial:
As ditaduras sempre se utilizam de força bruta para manterem-se no poder, sendo esta aplicada de forma sistemática e constante.Outro expediente é a propaganda institucional, propaganda política constante e de saturação, de forma a cultuar a personalidade do líder, ou líderes, ou mesmo o país, para manter o apoio da opinião pública. A censura também tem um papel muito importante, pois não deixa chegar as informações relevantes à opinião pública que está a ser manipulada.
Divergências ao trabalho e à personalidade do técnico Emerson Leão são compreensíveis e salutares dentro de um sistema que chamamos de democracia. Montar tocaia e agredir um profissional que expôs, de certa forma, o que há de podre pelos lados da Vila, é coisa de ditadura, feudo, máfia.

“PESQUISA DA FOLHA DE SP”
Justificativa do jornal Folha de S.Paulo que excluiu a torcida santista de pesquisa realizada para compor a publicação “DNA Paulistano”.
A pesquisa Datafolha que vem sendo base para a publicação dos cadernos "DNA Paulistano", tem muito mais dados do que o que tem sido publicado.Por um critério editorial e de gerenciamento do espaço disponível, a Folha optou por publicar apenas dados sobre as três maiores torcidas da cidade.Na região oeste, tema do último caderno, 5% são torcedores do Santos, segundo o levantamento. Corinthians, São Paulo e Palmeiras registram, respectivamente, 27%, 25% e 17%.
Acho muito interessante que um jornal com tradição em pesquisas sobretudo eleitorais ( e que deu origem até ao DATAFOLHA) despreze 5% de torcedores em uma determinada região (no caso, a região oeste) e a partir daí consiga determinar o que consideraria como um comportamento definitivo do paulistano.
Tal “pesquisa”, em qualquer apreciação junto a uma banca ou a alguma comissão de iniciação científica, seria desprezada e ridicularizada.
Interessante é que para a FOLHA de S.PAULO o Santos existe. Mas na infame coluna “PAINEL DO FUTEBOL”, para relatar que Kleber Pereira estaria apalavrado com o Corinthians para 2009.
Depois a “grande imprensa” quer responsabilizar a internet por conta da queda das tiragens de jornais e a queda do número de assinantes de revistas.
(Mas duas perguntas são necessárias: o SantosFC emitiu alguma nota oficial sobre "tal pesquisa"? E a assessoria de imprensa do SantosFC, existe?)
charge antiga, mas que demonstra bem como a imprensa paulistana trata o SantosFC