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domingo, março 08, 2009

Santos é de Santos, é de São Paulo, é do Brasil, é das Américas, é do Mundo!

Acompanhando os noticiários esportivos pela mídia, vejo que os “especialistas” em futebol ainda se surpreendem com o fato da torcida santista mais uma vez dar um espetáculo nas arquibancadas do Pacaembu, desta vez em partida contra o Oeste de Itápolis, vencida pelo peixe por 2 x 1.

Acaso os “especialistas” estejam desavisados ou procurando descobrir quantos gramas o “Fenômeno de Marketing” perdeu na última semana, deixo uma dica: o jogo contra o Mogi-Mirim será também no Pacaembu e podem aguardar dois grandes espetáculos - a torcida santista em peso ao estádio Paulo Machado de Carvalho e a homenagem que certamente a massa santista fará a um de seus grandes ídolos, Giovanni, hoje no Mogi. É praticamente a despedida de um grande craque e o surgimento de outro, o Neymar. Podem se arrepiar.

É curioso que “especialistas” se surpreendam com a grande torcida santista. A imprensa esportiva, sobretudo a paulistana, se deixa levar pela troça dos rivais, especialmente de corintianos, que gostam de piadas do tipo “Viúvas de Pelé”, “a torcida do Santos cabe numa kombi” ou que o Santos faz clássico é contra o Jabaquara. Abrindo um parênteses, de fato o Jabaquara leva uma grande vantagem em relação a certo time da capital cuja sede conta com vista privilegiada: tem estádio para mandar seus jogos.

O SantosFC é um time especial. E não é só por causa do Pelé, não. No final da década de 20 ficou famoso o ataque da “linha dos 100 gols”, formado por jogadores como Siriri, Feitiço, Patuska e Evangelista. Todos queriam ver este ataque fantástico e o time que, de 29 partidas disputadas, venceu 27 e já estava com a fama de “imbatível”. Não foi à toa que o Vasco da Gama convidou justamente o Santos para a inauguração do estádio de São Januário, o maior do país à época. A Bahia também queria ver o esquadrão alvinegro e uma série de amistosos pela boa terra foi realizada. E o alvinegro praiano confirmou sua fama em todos estes jogos. O Santos, que já contava com esse carisma neste começo de sua história, tornou-se verdadeira mania entre os brasileiros durante o final da década de 50 e inicio dos anos 70, na história mais fantástica de um time do futebol mundial. Daí para duas gerações de “meninos da Vila” é história.
Isso chama-se carisma, nobres “especialistas”. Não é preciso ter 30 milhões de torcedores ou um grande estádio particular para que a paixão por um time se estabeleça e arraste multidões aos estádios, seja em Santos, São Paulo, Rio de Janeiro, Américas, Europa, na África, enfim, no mundo. Não se surpreendam e tampouco subestimem a torcida santista. Nós sempre provaremos que estão errados.