domingo, março 22, 2009

Quando a teimosia perde o jogo

Já foi dito aqui mesmo neste blog que o treinador Vagner Mancini é do tipo teimoso e turrão, apesar da cara de bom moço. E foi a teimosia do treinador o fator determinante para a derrota do Santos para o Curintia por 1 x 0 no estádio do Pacaembu.

Falta de alerta não foi: manter Rodrigo ZZZouto e LúZZZio Flávio no meio de campo é jogar com dois a menos. São jogadores omissos, burocráticos, lentos e foi justamente este o perfil do Santos no primeiro tempo: um time lento, sem criatividade, dependendo talvez de um ou outro lampejo do menino Neymar.

E justamente o jogador mais lúcido do Santos ( ao menos ofensivamente) foi o substituído, quando o menino deu lugar ao baixinho Madson. E perdoem se torno-me repetitivo, mas um meio de campo com Rodrigo ZZZouto, LúZZZio Flávio e Mádson ganha outra característica: a burrice. Porque Madson corre demais, mas pensa de menos. O Santos perdeu muito com essa alteração. Craque não se substitui, a menos por razões de contusão ou condição física. Neymar no segundo tempo estava acordando, ao passo que Mancini estava dormindo.

Inexplicável também a permanência de LúZZZZio Flávio durante tanto tempo na partida. O jogador, como dito, é omisso, esconde-se do jogo e nem para bater escanteio presta. E o treinador não pode reclamar de falta de opções, pois tem Paulo Henrique (que entrou tarde) e Molina que, mesmo em seus momentos ruins, consegue encaixar um bom passe.

Outra coisa é Kleber Pereira. Aquele discurso do Mancini em que “jogaria o melhor” pelo visto é balela. Kleber Pereira, hoje, só não foi pior que LúZZZio Flávio, o medíocre, e Ronaldo, o gordo que se arrastou em campo. Kleber Pereira demonstra estar nem aí pro Santos, pro time e ele é que deveria ser substituído.

Mancini estragou tudo hoje. Por conta de sua teimosia, por conta de suas péssimas substituições, por conta de suas péssimas escolhas. O time do CUrintia é medíocre e o Santos conseguiu perder para esta time. Os CUrintianos tem muito a agradecer pelo fim do jejum em clássicos ao treinador do Santos.
Pafúncio de Sá Kane

domingo, março 15, 2009

Santos, o time

Times de futebol existem aos montes no mundo. No Brasil, encontramos diversos times com suas peculiaridades que os tornam especiais na história. Assim é o Palmeiras, sempre marcado pela “Academia”; assim é o Botafogo, que sempre levará consigo Garrincha, Didi e Nilton Santos; assim é o Cruzeiro, de Tostão e Dirceu; o Flamengo de Zico, o Vasco de Roberto Dinamite, o Inter de Figueroa e Falcão.

Que me perdoem os torcedores destas e outras agremiações tradicionais no Brasil, mas o Santos é diferente. Que outro time poderia reunir o passado, o presente e o futuro em um mesmo jogo, contra o modesto e desesperado Mogi-Mirim no Pacaembu?

A vitória por 3 x 0 fica em segundo plano. As variações táticas, a escalação, as ausências de Rodrigo Souto e Roberto Brum ( dos quais ninguém sentiu falta, aliás) ficam para depois. O que a torcida viu no Pacaembu foi história. Foi uma amostra do que é feito o SantosFC.

Primeiro, o passado reverenciado. Giovanni, 36 anos, encerrando a carreira no Mogi-Mirim, sendo homenageado pela torcida presente no Pacaembu, palco de uma das mais brilhantes exibições que se tem notícia de um jogador. Giovanni está velho, se arrastando, está nas últimas? Não importa. O santista se lembrou e viu G10 mais uma vez. Obrigado, Don Giovanni!

O torcedor viu o presente. Vem assistindo a um time que, se não é brilhante, ao menos tem bem mais disposição que os tristes e desanimados times do 2º semestre de 2007 e do ano inteiro de 2008. Até o Fabão melhorou muito seu futebol, vejam só! Méritos deste treinador, Vagner Mancini, que pelo visto deixa de ser uma promessa para aos poucos tornar-se realidade.

E, finalmente, o futuro. O futuro nos pés e nos passes de Paulo Henrique, indicado pelo próprio Giovanni; o futuro nos pés e dribles de Neymar, que emocionou a todos com aquele soco no ar ao comemorar seu primeiro gol como profissional.
Claro que é preciso ter calma com os garotos. O problema é que conhecendo a história do Santos é difícil não deixar-se levar pela euforia, pelos novos “Meninos da Vila”, por esses meninos que surgem na Vila de tempos em tempos e que tornam este time diferente, diferentemente apaixonante e mágico.