quarta-feira, setembro 24, 2008

Sobre Kléber Chicletinho

Os bravos 4 ou 5 leitores que acompanham periodicamente este blog sabem que os questionamentos acerca da titularidade absoluta do lateral “de seleção” são de longa data e o Ministro Veiga foi até insultado ( não é novidade) por referir-se ao lateral Kleber como “Chicletinho”, em alusão ao seu hábito de mascar chicletes durante a partida.

O lateral vem em má-fase há muito tempo. Em 2008 praticamente não jogou: fez apenas número em campo, arrastando-se nos gramados com uma falta de vontade incomum para um jogador com 28 anos. A tão decantada qualidade técnica do jogador ( que faz cruzamentos da linha de fundo como “se jogasse a bola com as mãos” na cabeça do atacante) também não apareceu – já estava em decadência desde 2007, na verdade.

Mesmo assim, o lateral foi convocado pelo “técnico” Dunga e teve uma atuação pífia contra o Chile pelas eliminatórias, chegando a ser expulso. De volta ao Santos, não apenas é prestigiado com a titularidade inconteste pelo treinador Márcio Fernandes como recebe a faixa de capitão do time.

A pergunta é: por que nenhum treinador (Leão, Cuca, Márcio Fernandes) barra este jogador, em reconhecida má-fase, do time titular, sendo que o Santos possui os laterais Carleto e o recém-contratado Fábio Santos, sem contar com o Michael ( que, aliás, é outro jogador que vem se revelando uma grande decepção)?

Até Agosto acreditava-se que era para evitar uma desvalorização do jogador junto ao mercado externo. Afinal, quem iria contratar um reserva e de um time que flertava com a zona de rebaixamento? Um time alemão chegou a oferecer R$ 8,4 milhões para ter o lateral, mas o Santos recusou, alegando que o valor oferecido era muito baixo.

Mas agora não há mercado externo, dificilmente haverá novas chances para o Kleber Chicletinho na seleção do Dunga e o Santos tem que continuar sua luta para a permanência na primeira divisão ( sim, torcedor santista. Não se iludam com algo além disso). Há motivos para o Chicletinho continuar como titular?

Nas teses lunáticas do Ministro Veiga, Chicletinho só joga por conta do prestígio. Não do prestígio entre os torcedores, como tem Fábio Costa. O prestígio do Chicletinho deve ser mesmo na “panelinha”, dos supostos “líderes” do grupo. O Santos parece aquele time dos chapas: tá gordo, tá lento, ta com sono? Não importa. É camarada. Joga. É brother. Joga.

Chulapa, que conhece tudo quanto é malandragem de boleiro, certamente teve sucesso onde Leão e Cuca falharam: lidar com a panelinha na Vila Belmiro. E isso não é fácil. Lembro-me de dois casos clássicos: o Flamengo do inicio dos anos 90 de Júnior Baiano, Nélio, Marquinhos, Paulo Nunes, Piá, Marcelinho Carioca e Djalminha. Matéria da revista PLACAR trazia a seguinte chamada: “Não mexa com a minha turma”. O lateral Nelsinho (ex-SP) e o meia Bobô (ex-Bahia) sentiram na pele o que é chegar em um clube com uma panelinha já formada. Ou então lembrem-se da desastrosa passagem de Carlos Alberto Parreira no São Paulo.

Pelo visto, não adiantará os torcedores esbravejarem. Chicletinho tem total “confiança” por parte do técnico e dos colegas de panela. Claro que torcemos para que o jogador volte aos seus melhores dias com a camisa do Santos. Mas o tempo urge, o Santos não está em situação confortável e o pensamento, nessa hora, deveria ser o de somar todos os esforços para tirar o SantosFC desta colocação vexatória no campeonato brasileiro.

Na matemática santista, o time precisa somar pontos...e com Kleber Chicletinho em campo, há apenas subtração. Ao menos não há divisão do grupo, embora seu estilo já comece a multiplicar ( olhai o Michael).

E perguntar não ofende: quanto ganha o reservão Fábio Santos?
(revisão: Aurélio F.D.Nário)

ENQUETE DO VEIGA

sábado, setembro 20, 2008

Santos 1 x 4 Goiás...e viva a Vila Belmiro!

Aos 15 minutos do primeiro tempo, quando já estava 3 x 0 pro Goiás, comecei a ter alguns delírios.

E em meus delírios comecei a pensar naquilo que os escritores de ficção científica falam tanto: voltar no tempo.

Nem gostaria de voltar tanto assim no tempo. Só 1 ou 2 dias atrás.

Tentaria alertar o técnico Márcio Fernandes e os auxiliares Serginho e Nenê de que Fabão é uma temeridade não apenas por sua já conhecida limitação técnica, mas também por não jogar há tanto tempo e estar sem ritmo de jogo. Provavelmente o Márcio Fernandes me perguntaria sobre outra opção. Adaílton também não joga há muito tempo só que tem bem mais inteligência que nosso digníssimo Fabão.

Tentaria alertar, também, de que Michael, a despeito de muitos torcedores conseguirem enxergar futebol de nível neste jogador, não é a melhor opção quando se tem Molina e Pará.

Tentaria lembrar ao triunvirato da comissão técnica de que Kleber Chicletinho não joga futebol há...quanto tempo, mesmo? Tentaria descobrir, entre os jogadores, se minha tese teria sentido: Chicletinho só é escalado como titularíssimo absoluto porque é “brother” da galera – e a saída do jogador por deficiência técnica provocaria a volta do “corpo mole”.

E, como último recurso, tentaria alguma coisa que impedisse a viagem do Santos para Goiânia. Um W.O seria menos feio.

VOLTANDO AO PRESENTE...
Depois da chinelada do Goiás, algumas conclusões:

1 – A Vila Belmiro vai livrar novamente a cara do Santos neste campeonato;
2 – Quem estava sonhando com Libertadores, sonhou demais. A permanência na primeira divisão já estará de bom tamanho.
3 – Fabão é ex-jogador e vem gerando um prejuízo enorme.
4 – Domingos é mesmo nosso melhor zagueiro. E Pará tem lugar neste time.

E PARA PROVOCAR:

5 – Domingão é o cara que segura a onda do Fabiano “Baresi” Eller lá na zaga?
6 - Michael: onde é que ele tem esse futebol todo que dizem?
7 – Márcio Fernandes virou Cuca Fernandes hoje? (aliás, o Cuca Gão continua levando o Fluminense à segundona)
8 - O Santos contratou Fabiano, Apodi, improvisa Wendel, Dionísio...e tentou contratar o Vítor e não teve dinheiro ou competência?

NOS DEMOS MAL...
Esta é nossa postagem 200. Era pra ser melhor, né? Pena que o time dormiu em campo, com exceção do Pará.