sábado, outubro 23, 2010

Pelé, 70 anos!




Pelé, o Rei do Futebol, faz hoje 70 anos.

Longa vida ao Rei do Futebol, o mais fantástico jogador de futebol de todos os tempos, ao lado de Garrincha - este, infelizmente, sucumbiu ao álcool e diversas infiltrações criminosas em seus joelhos.

O MAIOR VENCEDOR
Pelé marcou em sua carreira 1.285 gols em pouco mais de 1.300 jogos, um feito extraordinário. Pelé parou de jogar no Santos aos 34 anos, em 1974, e logo depois jogou mais 3 anos pelo Cosmos-EUA, deixando o futebol definitivamente aos 37 anos.

Foram tantos títulos conquistados que daria um verdadeiro livro. Mas aqui selecionamos apenas "alguns":

- 3 vezes campeão mundial pela seleção brasileira (em 4 Copas disputadas);
- 2 vezes campeão mundial de clubes ( 1962 e 1963, pelo
Santos);
- 2 vezes campeão da Libertadores da América (1962 e 1963, pelo Santos);
- 6 vezes campeão brasileiro ( Taça Brasil, Roberto Gomes Pedrosa, João Havelange, Copa União...não liguem para nomenclaturas!);
- 5 vezes campeão do torneio Rio-SP;
- 10 vezes campeão paulista;
- 1 Recopa Interncontinental ( 1968);

E diversos outros torneios espalhados pelo mundo todo, seja jogando pelo Santos, seja pela seleção brasileira. E enquanto jogou no Brasil, vestiu apenas a camisa do SantosFC, abrindo exceção apenas para o Vasco da Gama, em 1957, quando um combinado formado entre Santos e Vasco venceu um torneio internacional, desses parecido ao "torneio de verão" ou "mundialito" que fez do Corinthians "campeão mundial".

A VÍTIMA PREFERIDA

A vítima preferida do Pelé era mesmo o time da marginal s/n.

Pelé jogou 50 partidas contra o Corinthians. Ganhou 25, empatou 16 e só perdeu 9.

Tanta raiva do "timão" pode ter uma explicação.

Em 1958 a seleção brasileira fez um amistoso de preparação para a Copa contra o Corinthians. O time da marginal e a torcida queriam que o tal Luizinho Polegar fosse para a Copa, e não um moleque de 16, 17 anos, no caso o Pelé.

Sem contar que do chamado "trio de ferro", o Corinthians não levaria nenhum jogador para a Copa.

Pois bem, nesse amistoso o Pelé saiu contundido depois de uma entrada violenta de um zagueiro corintiano. A torcida gambá, que já estava ouriçada para que tirassem o Pelé de campo, vibrou muito quando o garoto saiu de campo.

Por muito pouco Pelé não foi cortado da Copa da Suécia. A comissão técnica o bancou no elenco e o resto da história todos já conhecem.

E durante o período que Pelé jogou futebol profissional, o Corinthians nunca foi campeão de torneio nenhum. Isso deu margem a várias teorias malucas, uma das quais dizendo que Pelé jogou uma praga no time de Parque São Jorge: enquanto jogasse futebol, nunca o Corinthians seria campeão.

Coincidentemente, o Corinthians sagrou-se campeão apenas em 1977, no mesmo ano em que Pelé despediu-se do futebol no Cosmos-EUA.

EDSON, O HUMANO; PELÉ, O MITO

Pelé é mito, perfeito. Edson Arantes do Nascimento é humano, que comete erros como qualquer mortal. E cometeu alguns ao longo de sua vida.

No entanto, o brasileiro deveria entender que Edson tem direito como cidadão à opinião e respeitá-la. Desvincular o mito do mortal não é fácil. Virou modinha bem imbecil, em quase todas as entrevistas que o Edson/Pelé concede, utilizar o jargão criado por Romário: "Pelé calado é um poeta".

Que Edson, ouvido por ser Pelé, cometa lá suas gafes, é absolutamente normal. Mas duas frases ditas por Edson/Pelé ressoam como verdades absolutas até hoje:

"Vamos cuidar de nossas criancinhas" - 40 anos depois não poderia haver frase mais adequada e urgente.

"Brasileiro não sabe votar". 30 anos depois, temos aí Tiririca.
Pelé eterno!

terça-feira, agosto 31, 2010

Breve (breve mesmo!) história do Corinthians - homenajem ao sentenariu mano!

1910 – É fundado em São Paulo, capital, o Sport Club Corinthians Paulista. Há controvérsias quanto à origem do nome, porém o mais provável é que se trate de uma homenagem a um navio cargueiro inglês naufragado do qual restou apenas um par de remos e uma velha âncora - daí a inspiração para o escudo.

1914 – Primeiro título paulista... digo, paulistano. Ou da Liga Paulista de Football. Quer dizer...sei lá! Em 1914 tivemos dois campeões paulistas, por ligas diferentes, uma confusão! Como ninguém se entendia, o avô de Armando Marques resolveu proclamar dois times campeões naquele ano. O fato se repetiria diversas vezes ao longo das décadas de 1910, 1920 e 1930.

1928 – Fazendeiros às margens do Rio Tietê ( limpo à época) são desapropriados de uma área e ali nasceu o “estádio” do Corinthians, chamado de “Fazendinha” para homenagear os antigos donos. Foi a primeira ação do então presidente Washington Luís para tentar resolver o problema dos sem-tetos. Neste ano surgem os primeiros registros de poluição no Rio Tietê.

1952 – O primeiro título internacional do Corinthians veio neste ano com a Pequena Taça do Mundo, disputada na Venezuela, grande potência do futebol sul-americano nesta época. A competição envolvia apenas clubes convidados e não possuía caráter oficial, pois era organizada por um grupo de empresários. Se isso te lembra alguma coisa, vá até o ano 2000.

1954 – Cronologicamente, este é o quarto título mais importante da história do Corinthians: campeonato paulista do IV Centenário da cidade de São Paulo. Chamado para as comemorações e para a entrega da taça ao campeão, o presidente Getúlio Vargas não estava a fim de ir e deu uma desculpa convincente: se matou. Ou mataram o presidente? Deixa pra lá...

1961 – A maravilhosa campanha no campeonato paulista daquele ano legou ao clube um dos seus apelidos mais sugestivos: “faz-me rir”.

1968 – A vitória sobre o Santos de Pelé por 2x0 depois de 11 anos de surras foi tão emocionante que os corintianos comemoraram este fato como se fosse um título, de forma que este é o terceiro título mais importante da história do Corinthians. Reza a lenda que um dos ministros do então presidente Costa e Silva era corintiano e, na noite do fim do tabu, de porre, propôs umas “mudanças na lei”. Assim foi criado o AI-5.

1969 – É fundada a “Gaviões da Fiel”. Já que no campo o time não ganhava nada, o jeito era tentar ganhar algo no carnaval.

1974 – O único grande jogador revelado pelo clube, Rivelino, é expulso pelos torcedores.

1976 – Milhares de torcedores corintianos invadem o Rio de Janeiro para a semifinal do campeonato brasileiro contra o Fluminense. Neste ano surgiu na capital carioca a proposta de um complexo penitenciário chamado “Bangu I”.

1977 – Depois de 23 anos sem ganhar nem palitinho, figa ou bafo, o Corinthians sagrou-se campeão paulista batendo a Ponte Preta na final. O jogo foi totalmente irregular, pois o Corinthians atuou com 12 jogadores ( com Rui Rei) e a Ponte Preta apenas com 10 (sem Rui Rei). Foi o segundo maior título da história do clube.

1990 – primeiro título nacional do Sport Club Corinthians Paulista, se igualando ao Coritiba (1985) e Sport Recife (1987), mas ainda em desvantagem a esses clubes por não possuir estádio.

1998 – o Corinthians começa a era das grandes contratações. O grande nome deste ano é o argentino Javier Castrilli, árbitro que também é ídolo da torcida da Portuguesa-SP.

2000 - um grupo de empresários resolveu criar um torneio similar à “Pequena Taça do Mundo” disputada na Venezuela na década de 50 e assim tivemos a 1ª edição da Copa Band / Torneio de Verão, conquistada pelo Corinthians (convidado, diga-se de passagem), que foi “campeão do mundo” só para a Band, Traffic e a Fiel, claro. Diante de tanto chororô corintiano, os velhinhos da FIFA disseram que eles eram “campeões mundiais”, mas tipo “café com leite”.

2001 – Inspirado no Torneio de Verão e Corinthians “campeão mundial”, a Rede Globo cria os “Jogos Mundiais de Verão” exibido até hoje no Esporte Espetacular.
2002 – retomando a tradição de grandes contratações, o Corinthians contrata o gaúcho Carlos Eugênio Simon. Deu certo: campeão da Copa do Brasil. No ano seguinte, porém, sem grandes contratações, naufragou - mais uma vez - na Libertadores.


2005 – Falido, sem dinheiro e atolado em dívidas, o Timão faz um acordo com a máfia russa e contrata dois grandes craques: Luís Zveiter e Márcio Rezende de Freitas. Sucesso: campeão brasileiro.

2007 – Rebaixado para a segunda divisão do campeonato brasileiro. Índice pluviométrico da cidade de São Paulo registra recorde neste ano.


2008 – Alegria para a torcida corintiana! O maior título da história do clube veio neste ano: campeão da segunda divisão!

2010 – Ano do centenário corintiano, mais conhecido como “centenada”. Uma série de eventos é programada para comemorar a data e, sem títulos significativos para chamar a atenção, o jeito foi programar um tal “show da virada”. Convidaram o presidente da República, corintiano ( o que explica a situação do país), mas nem ele foi. O clube argentino River Plate enviou uma nota lamentando não ter sido convidado para participar de mais um “show da virada”.

Caso reproduza este texto, cite a fonte: http://espiritosantos.blogspot.com/