segunda-feira, agosto 20, 2012

Tite e seu mau exemplo


"Está na hora de alguém educar esse rapaz, ou vamos criar um monstro."
"É mau exemplo para o garoto que está vendo, [é mau exemplo] para o meu filho".

Uma rápida análise nestas frases nos passa a impressão de que estamos falando de um marginal ou de um indivíduo que representa um perigo para a sociedade. Não se trata de nada disso: tais expressões foram direcionadas ao jogador de futebol Neymar e foram ditas por treinadores de futebol - René Simões e Tite, respectivamente.

Neymar é um jogador que suscita discussões acaloradas desde o momento em que fez sua primeira aparição no time profissional do Santos, em 2009. O garoto, então com 17 anos, chamou a atenção por sua técnica apurada e dribles desconcertantes. Logo se tornaria alvo dos zagueiros e por conta do físico franzino levava a pior quando acontecia o contato físico com o jogador adversário - daí surgiu a história do "cai cai".

Desde então as coisas aconteceram muito rápidas para o jogador. Em 03 anos Neymar coleciona números impressionantes: são títulos (tri campeão paulista, campeão da Copa do Brasil, campeão da Libertadores), gols (112 gols em 192 jogos incluindo a seleção brasileira) e contratos de publicidade milionários associados a um plano de carreira, o que fez o jogador e staff resistirem ao assédio de clubes europeus como Chelsea e Real Madrid e assim permanecer no Santos. Neymar, hoje, é um sucesso nos gramados - é visível a evolução tanto técnica quanto comportamental do jogador com apenas 20 anos - e estranhamente isso incomoda a muita gente.  

Incomoda tanto ao ponto do técnico do Corinthians, Tite, declarar que o jogador é um mau exemplo para os garotos - inclusive para o próprio filho do técnico. Evidente que o técnico corintiano estava de "cabeça quente" com a derrota de seu time na Vila Belmiro e com um gol santista em flagrante impedimento sendo validado; mas um profissional que está em seu melhor momento da carreira ( conquistou o campeonato brasileiro e a Libertadores pelo Corinthians) deveria dosar as palavras. Tite parece ter esquecido que trabalhou com o  polêmico atacante Adriano, um jogador envolvido em várias confusões - inclusive com traficantes; e que tem no seu elenco o atacante Emerson Sheik, condenado por falsidade ideológica em 2007. E se estendermos a discussão sobre "bons exemplos" chegaríamos ao clube onde o treinador atualmente exerce sua função, notoriamente beneficiado pela arbitragem e por esquemas envolvendo desde lavagem de dinheiro à máfia do apito. 

Pode-se dizer o que quiser do jogador Neymar dentro de campo: genial, craque, talentoso, cai-cai, marqueteiro, marrento... enfim, são opiniões comuns dentro de uma rivalidade normal relacionadas ao futebol; contudo, muita coisa que se escuta e lê sobre o jovem jogador do Santos é carregada por um ódio quase inexplicável em críticas geralmente não relacionadas ao futebol - a aparência, o gosto musical, as aparições publicitárias, o dinheiro. 

Ao reforçar estereótipos e conferir outro rótulo imbecil ao Neymar por conta de uma derrota de seu time em que o jogador santista teve atuação destacada, quem dá mau exemplo é o técnico Tite - que desta forma entra definitivamente para o grupo dos maus perdedores, pois "dessa aversão pelo sucesso alheio e do desespero em virtude de seus fracassos, a alma exaspera-se contra a sorte (...) e afunda na comiseração". (Sêneca)

Desenhando: é muita "chorabilidade".





quarta-feira, dezembro 21, 2011

Pedido de Natal



(obviamente a charge é antiga, mas vale o sentido)

Querido Papai Noel:

Sei que o senhor está cheio de tantos pedidos a cumprir por esta época. Mas eu me comportei bem este ano: agüentei salas de aulas lotadas, adolescentes marrentos e governos traidores, corruptos e incompetentes. O senhor não acha que eu mereço um presente?

Como, o senhor prefere ser chamado de “Seu Noel”? Tudo bem. Olha, seu Noel, eu não tenho muito o que reclamar de 2011: meu time foi campeão paulista, foi campeão da Libertadores da América e segurou o Neymar no elenco. Infelizmente perdemos a final do Mundial para uma equipe que está em um patamar muito acima do futebol brasileiro e de um jeito não muito bonito de se ver.

Desta forma eu repensei um pouco a minha listinha. Acho que até melhora pro senhor, digo, seu Noel, porque nesta listinha os presentes são modestos, quase lembrancinhas. Eu tenho certeza que o meu velho Noel de guerra, o meu querido Papai Noel velhinho batuta – o que? Ah, é uma linda canção tradicional em meu país, mas não importa – irá realizar estes singelos e modestos pedidos:

1 – Um calendário do ano de 2012 contendo o segundo semestre e todos os 365 dias do ano para a diretoria e presidência santista.

2 - Uma política de contratação de reforços mais eficiente. Não dá pra apostar em zagueiro da série B cujo time despencou pra série C ou gastar uma grana em jogador cuja última referência de bom futebol ocorreu há 4 ou 5 anos. Apostas só se forem em moleques com algum potencial. Talvez um bom gerente de futebol, seu Noel, seja um bom presente, o que você acha?

3 – Um vidrinho de tônico revitalizante + florais de humildade para o nosso querido treinador, Muricy Ramalho. Sei lá, seu Noel, parece que ele anda meio sem vontade de trabalhar, anda muito rabugento, mal humorado, não reconhece os erros e nem procura corrigi-los...

4 – Uma caçamba. Das bem grandes. Porque o Santos precisa de uma caçamba pra caber um monte de jogadores que a torcida não agüenta mais assistir com a camisa do alvinegro.

5 – Seria pedir demais o retorno do Robinho, a contratação do Montillo ou do Conca e daquele menino que joga como volante na Portuguesa, um tal Guilherme? Ah, sei lá, seu Noel, a gente manda o Henrique e mais uma grana aos patrícios. E o Fábio Costa de brinde! E...bem, eu sei que estou pedindo demais, mas não dá pra trazer o Dedé (zagueiro do Vasco) não? A gente daria Edu Dracena, Ibson e mais uns trocados... ou então aquele zagueiro, o Rever, do Atlético-MG. Ô, seu Noel, vai, isso custa menos que um Playstation!

6 – Uma passagem só de ida para a Ucrânia. Esse presente é pra um “amigo” secreto: eu achava que era um cara inteligente, mas com o passar do tempo revelou-se um verdadeiro pato...ou marreco. Esse cara é o ******!

7 – O prêmio da mega sena da virada. Mas esse é todinho pra mim, certo?
Bom, seu Noel, essa é a minha listinha. Repare que não têm pedido de mansões, iates, automóveis, 100 mil dólares, mulheres. Se bem que se o senhor estiver muito ocupado para me dar estes presentes, manda aquela sua assistente moreninha que eu vi outro dia no shopping, eu não vou ficar nem um pouco chateado.

Um abraço, meu bom velhinho! E Feliz Natal, ho ho ho!

domingo, dezembro 18, 2011

Santos x Barcelona: Deu Barça ( e que o futebol brasileiro repense as suas práticas)


O Santos foi derrotado hoje na final do mundial interclubes no Japão pelo Barcelona por inapeláveis 4x0. A equipe brasileira jogou um primeiro tempo muito ruim, é verdade, mas este time do Barcelona tem um lugar no seleto grupo de times que entraram para a história do futebol, como o River Plate “La Maquina” da década de 40, o Real Madrid e a seleção húngara dos anos 50, o Santos de Pelé nos anos 60, a seleção holandesa nos anos 70 e a seleção brasileira de 1982. É um futebol que dá gosto de ver. E muito difícil anular este time do Barcelona. Poucos times no mundo são capazes disso.

PARABÉNS... e repensar!
Não é fácil ganhar a Libertadores e chegar ao Mundial no Japão. Apesar de alguma frustração dos torcedores santistas, o ano foi muito bom: campeão paulista, campeão da Libertadores e vice-campeão mundial. Muito time por aí sonha em ter um ano assim – e não se trata de “conformismo”. Parabéns ao Santos, mas algumas coisas precisam ser repensadas pelos lados da Vila Belmiro, principalmente na política de contratações.

FUTEBOL BRASILEIRO: ALERTA!
Não foi apenas a derrota do Santos. Qualquer time brasileiro hoje toma um vareio do Barcelona. E se convocar a seleção brasileira apanha também. Aliás, a seleção brasileira faz exatamente o mesmo que o Santos: toca pro Neymar pra ver se ele resolve. Quando o moleque consegue fazer tudo sozinho, ótimo; quando não, resta apelar para a "vontade". Foi o que vimos no último campeonato brasileiro: uma equipe apenas aguerrida, como o Corinthians, levou o título.

Não tem UMA equipe no futebol brasileiro hoje que privilegie o futebol coletivo ( no máximo um e outro time mais "compacto") e de toques rápidos. O Pepe Guardiola, treinador do Barcelona, disse uma coisa que deveria servir para TODOS estes treinadores aqui do Brasil, inclusive ao da seleção: “Nós tentamos passar a bola o mais rápido possível, como meus pais e avós contavam que o Brasil fazia”. Posse de bola, com o time do Barcelona e a seleção espanhola, é isso: toques objetivos e jogadas precisas, sempre visando o ataque; posse de bola, no Brasil, é aquele reme-reme com toquinhos inúteis na zaga e firulas para a torcida gritar “olé” quando o time está ganhando.

É preciso mudar a mentalidade e o modo como se gerencia futebol hoje no Brasil. Os empresários tomaram conta do futebol seja nos clubes, seja na seleção e nas categorias de base, tudo sob o “amém” da cartolagem. Hoje esses moleques saem das categorias de base sem saberem ao menos os fundamentos básicos da bola – chute, passe, lançamento ( qual é o jogador que faz lançamento hoje no futebol brasileiro? Que jogador jovem se destaca em cobranças de falta ou passes precisos?) e temos uma empáfia ao falarmos de futebol achando que ainda “somos os melhores” e “somos penta, somos imbatíveis” – empáfia essa abastecida por uma parte da imprensa esportiva cegueta e repleta de palpiteiros de boteco que temos por aí em canais de TV, colunas de sites e jornais, programas esportivos, etc.

Com esse misto de empáfia/empresários/cartolagem uma equipe de futebol como o Barcelona no Brasil seria impossível. Um Telê Santana, hoje, teria vida curta nos clubes, seria demitido ou derrubado por jogadores mimados rapidamente. Treinadores como Telê, Rubens Minelli, Ênio Andrade e outros que até paravam o treino para ensinar o jogador a bater na bola direito, acertar um cruzamento, bater uma falta decente. Não há humildade tática para marcar, paciência para virar o jogo, para tocar a bola de pé em pé, não há trabalho a longo prazo – ou alguém aí pensa que este Barcelona e a seleção espanhola surgiram de um dia para o outro, por um acaso? Tudo por aqui se resolve na individualidade, no gingado, no jeitinho brasileiro que se acha o povo mais esperto do mundo.

Aqueles que tripudiaram e riram do Santos hoje certamente não vão rir da seleção brasileira em 2014, quando simplesmente iremos aplaudir o futebol coletivo e “total” da seleção espanhola ou quando invejarmos a raça uruguaia dentro de campo. Hoje a seleção brasileira encontra dificuldades para jogar contra a Costa Rica, Venezuela e o Egito, não convence contra a medíocre seleção do Gabão e é derrotada com facilidade por adversários tradicionais como Alemanha e França. Não é o Santos: é o futebol brasileiro há muito decadente. E pelo o que estamos acompanhando o futuro não é dos mais promissores.

quinta-feira, julho 28, 2011

Santos 4 x 5 Flamengo: o jogo do ano! (até agora)


Há jogos que merecem algumas considerações, mesmo correndo o risco destas serem superficiais ou repletas de chavões que pouco acrescentam. Assumo o risco de escrever sobre o melhor jogo de 2011 até aqui: Santos 4 x 5 Flamengo, na Vila Belmiro. Um jogo que não merecia ter um perdedor. Torci por um 5 x 5, um resultado que seria o mais justo - se pudéssemos falar em justiça nesse esporte que é o futebol.

A mãe do ano

O sistema defensivo do Santos. Apesar do Santos ter feito 3 x 0 em pouco mais de 20 minutos do primeiro tempo, o Flamengo levava perigo sobretudo pelas laterais. Léo e Pará estavam verdadeiras avenidas, mas a cobertura também deixou a desejar com um meio de campo pouco combativo. Juntemos tudo isso à zaga disposta a entregar e pronto: o Santos foi uma verdadeira mãe. Um meio de campo com Arouca, Ibson, Elano e Ganso é retornar aos tempos de Dorival Jr - e desta vez sem Robinho para ajudar o ataque a fazer 5 gols enquanto tomava 3 ou 4 gols. Adriano Pagode tem lugar nesse time. Quem sai? Não sei, mas espero que o técnico Muricy não seja adepto de "nome que joga".

Neymar e Ronaldinho, os protagonistas do espetáculo

Há muito tempo que Ronaldinho Gaúcho não apresentava um futebol tão vistoso. Claro, jogou sem marcação especial, livre e desimpedido. Falha de Muricy Ramalho ao não ordenar marcação individual? Faltou Adriano para "anular" o Gaúcho? Talvez. Mas isso não apaga o brilhantismo do jogador que reeditou as apresentações que o torcedor não via há muito tempo.

E o que falar de Neymar? O gol que o garoto fez ao deixar todo o sistema defensivo flamenguista para trás partindo quase da intermediária merece uma placa. Fez gol, deu passe para o centroavante finalizar, cavou pênalti, enfim, jogou muito. Neymar é um dos jogadores mais criticados e perseguidos dos últimos tempos - nunca vi um jogador despertar tanto rancor entre alguns "jornalistas" (aspas necessárias) esportivos e torcedores adversários. No entanto as pessoas esquecem que ele tem apenas 19 anos. Amadurecimento não é uma coisa que se constrói do dia para a noite.

Elano, o que se passa?

Fez um lançamento primoroso para o gol de Borges no primeiro tempo e deu a impressão de que seria um dos nomes do jogo. E foi, mas de forma negativa: perdeu uma penalidade de forma bizarra, discutiu com torcedor e mais uma vez não apresentou um bom futebol. Elano passa por problemas particulares, como admitiu em entrevista à Rádio Bandeirantes - declarações muito honestas, por sinal - e ultimamente tem sido alvo da "torcida brasileira". Elano precisa repensar a vida, precisa de um descanso psicológico, precisa retomar à condição de bom coadjuvante - nunca foi craque e nunca será. Precisa se convencer disso.

Soberba; mérito do Flamengo

Alguns torcedores do Santos criticaram a soberba do time do Santos ao abrir 3 x 0 e deixar o Flamengo empatar até com alguma facilidade. Concordo que o alvinegro relaxou, que Muricy Ramalho, desta vez, foi um treinador espectador e jogadores como Elano, Ibson, Ganso praticamente passearam em campo em apatia realmente irritante. Mas afirmar que o Flamengo venceu apenas pela "soberba" do Santos - que "deixou o time carioca jogar como quis" - é ter uma postura arrogante também.

O Flamengo teve méritos. Aproveitar as falhas do adversário também é uma virtude. Foi assim que a seleção italiana eliminou a maravilhosa seleção brasileira na Copa de 1982 na Espanha. Qual adversário que diante de um 3 x 0 em desvantagem com 25 minutos do primeiro tempo não desmorona? A equipe praticamente se entrega, o treinador fica perdidinho à beira do gramado e tenta fazer substituições primeiro para impedir mais gols do adversário e só depois para tentar reação.

A equipe carioca soube manter o controle e continuou jogando em cima das inúmeras falhas de marcação do Santos. E o Flamengo tem Ronaldinho Gaúcho, Thiago Neves e Deivid. Sim, são baladeiros, jogam "quando querem", instáveis, o que seja; mas não desaprenderam a jogar futebol. Jogando livres e explorando os vacilos de zaga e volantes, têm poder de decisão. E o Flamengo também tem Vanderlei Luxemburgo, que dispensa maiores comentários sobre caráter, mas quando se concentra apenas em ser técnico de futebol, entende muito do riscado.

O Santos perdeu para um adversário qualificado, que marcou 5 gols ( ganhar desse time titular do Santos é preciso jogar muito mais do que se joga normalmente) e virou a partida atuando com inteligência e sem desespero. Isso é mérito.

Quando o jogo é bom, não dá para ficar chateado

Torcedor gosta de ver o seu time ganhar, não importa se meio a zero e com gol impedido. Claro que como torcedor santista eu gostaria de assistir um time mais seguro e vencendo a partida. Mas em um jogo onde vimos o desfile de jogadas de Neymar e Ronaldinho Gaúcho e revendo os lances, até esqueço que o Santos perdeu e o Flamengo ganhou.

Uma ode ao futebol, ao bom futebol brasileiro, que sobrevive em Neymar e Ronaldinho Gaúcho, apesar de Ricardo Teixeira, Fielzão, FIFA e aproveitadores diversos.


quinta-feira, junho 23, 2011

SANTOS SEMPRE SANTOS! TRICAMPEÃO DA LIBERTADORES 2011


(clique na imagem para melhor visualização)

"Santos, tricampeão da Libertadores da América". Você pode não acreditar mas pensei um bocado antes de escrever isso. Como iniciar um texto de forma coerente e que transmita ao mesmo tempo informação e opinião para os leitores? Melhor não tentar. Ou melhor, parafraseando um programa de rádio aqui em Salvador, o jeito é "deixar o coração mandar".

ANTES DO JOGO

Eu estava tranquilo. Não procuro por informações do time, escalação, nem mesmo comento nada sobre o Santos na véspera de jogos finais. É uma maneira que descobri para driblar a ansiedade. Tem dado certo.

DURANTE O JOGO

Toda a tranquilidade foi embora. Eu tremia tanto que pensei: "vou ter um troço por aqui, não é possível". A situação só foi melhorar no começo do segundo tempo com o gol do Neymar. E com o apito final, é claro.

DEPOIS DO JOGO

Só alegria, risos, lágrimas e uns gritos que renderiam multa por parte do síndico. Felizmente o prédio está vazio porque os vizinhos viajaram para curtirem as festas juninas. Viva São João, viva Neymar, viva Pelé!

PELÉ

Foi emocionante ver o Pelé no Pacaembu torcendo pelos garotos e levando o Muricy até o meio de campo em uma homenagem mais do que justa e merecida. Que me desculpem os torcedores das outras agremiações, mas só o Santos tem isso. Pelé eterno!

MURICY RAMALHO

Tem jornalista lá do Rio de Janeiro perdendo o sono e com problemas gástricos com o técnico Muricy Ramalho. Responsável por acertar taticamente esse time do Santos, Muricy se consolida de vez como o melhor técnico atualmente em atividade no futebol brasileiro. Para desespero dos ressentidos.

RAFAEL

O goleiro mais jovem a ser campeão da Libertadores. Habemus goleiro! Quando foi que o Santos revelou um camisa 1 tão bom? Como esquecer sua atuação na partida contra o América lá no México? É contrato longo e história no Peixe!

ADRIANO

Já foi xingado, chamado de perna de pau e outros termos que é melhor nem lembrar. Voltou ao Santos depois de um período emprestado e tomou conta da camisa titular. A raça e a dedicação com que joga é um exemplo de respeito imenso ao Santos. Ah, e o tal Martinuccio não viu a cor da bola nos dois jogos das finais. Grande Adriano!

AROUCA

O São Paulo já tem o seu César Sampaio para se arrepender. A gente olha para o decadente e lerdo Rodrigo ZZZZouto ( por falar nele, cadê? Ficou invisível?) e compara com o Arouca. Obrigado, São Paulo! Que jogador fantástico é esse Arouca!

DANILO

Confesso que o xinguei muito e que tenho um pé atrás em relação ao seu futebol. Mas o belo gol de ontem coroou a (boa) participação deste jovem jogador na Libertadores. Fica aqui o (nosso) meu agradecimento.

LÉO & ELANO

Dois jogadores que estavam no grupo de 2003 vice-campeão da Libertadores. Não têm o mesmo vigor de quase 10 anos atrás, mas são importantes demais para o grupo - apesar da fase ruim tecnicamente do Elano. Léo sempre raçudo, guerreiro.

DURVAL & DRACENA

Tá, eu chamo o Edu Dracena de "Edu Desgracena" por conta de suas inúmeras bobagens. Mas vai ser largo assim sei lá onde! O cara tá no Santos tem 1 ano e meio e já levantou 4 taças como capitão! E o Durval, ah, esse aí joga sério - até demais, ô cara amarrada! - e juntamente com o Adriano mostrou uma evolução fantástica desde a chegada do Muriçoca ao comando técnico.

PARÁ

Pensaram que eu esqueceria do Parazinho do ABC? Pense aí num cara contestado e pensará no nosso Marcos Rogério Ricci Lopes, com espantosos 167 jogos quebrando o galho ali pela lateral direita, lateral esquerda, volante... onde precisar, chama o Pará!

JONATHAN

Num balde pequeno coloque 7 punhados de folha de arruda. Acrescente um jarro de água quente e deixe as folhas descansarem. Tome o banho e reze para São Jorge: "Eu andarei vestido e armado, com as armas de São Jorge". Um excelente lateral que precisa mesmo de um banho pra espantar o azar das contusões...

ALAN PATRICK

Então, teve lá sua importância para o elenco. A grande chance de se firmar no time veio com a contusão do Ganso. Não conseguiu, fazer o que? Resposta: ir pra Ucrânia. Ou Rússia, sei lá...

PAULO HENRIQUE GANSO

Serei bem sincero: é um filho da ****, mas joga MUITA bola, um craque! Que bote a cabeça no lugar.

NEYMAR

Gênio. O que eu falar aqui do Neymar será pouco. Renê Simões, agora às voltas com Jóbson, Carlos Alberto, Ricardinho e Sousa no Bahia, tinha razão: é um MONSTRO da bola! E com esse amadurecimento que vem ocorrendo... segura o moleque!

ZELOV

Ontem o torcedor santista comemorou duas coisas: o tricampeonato da Libertadores e o último jogo do Zé Love no Santos! Tá, Zé Love, você é raçudo, corre um bocado, se dedica, todos reconhecemos e aplaudimos isso. Mas vai ser azarado e ter má pontaria assim lá em Gênova...!

QUEIRRIÇÃO

É mesmo, Keirrison também é campeão da Libertadores da América! E nem assim ele acorda! Ô, Queirrição, acorda pra vida e põe o pé no chão, rapaz!

DIRETORIA DO SANTOS/ PLANEJAMENTO

Sejamos francos: todos ficamos preocupados com o inicio do ano no Santos. Uma certa letargia na hora de contratar reforços, indo para a Libertadores sem um centroavante de qualidade - Borges, no lugar de Zelov, seria artilheiro do campeonato - e o pior de tudo: Adilson Batista no comando. Fundamental a demissão do treinador trapalhão do comando do Santos. Com ele fatalmente não passaríamos de fase. Confiou-se demais na volta de PH Ganso, no Keirrison acordando e Neymar brilhando. Claro que a hora é de comemoração, mas depois da euforia cabem algumas reflexões.

GERAÇÕES

Falam muito da "geração Pelé" , "geração Robinho & Diego" - além dos "Meninos da Vila" de 1978 - e agora da "geração Neymar e Ganso". Eu faço parte da "degradação anos 80 e 90", quando vi Marco Antônio Cipó, Osmarzinho, Edelvan, Neizinho, Camilo, Armstrong, Serginho Fraldinha e tantos outros pernas de pau históricos que vestiram a camisa do Santos. Essa molecada tem sorte em acompanhar o Santos neste início de século XXI. Quanto à "degradação dos anos 80 e 90", tudo o que passamos só nos tornou mais apaixonados pelo SantosFC! Salve o nosso e novo campeão!

COMPARAÇÃO INEVITÁVEL

Para encerrar, uma comparação:
Neymar: 19 anos e uma Libertadores no currículo.
Corinthians: 101 anos e um Tolima no currículo.


quinta-feira, abril 14, 2011

14/04/2011 - SantosFC, 99 anos! Parabéns!

Charge do brilhante RPN.
Tudo começou em 1984. Mentira: deve ter começado um pouco antes, mas aquele garotinho passou a entender o que era paixão pelo futebol exatamente naquele ano de 1984, quando o Santos sagrou-se campeão paulista em cima do Corinthians. O garoto não sabe quando, especificamente em que dia ou mês, mas nas brincadeiras de futebol na rua – um terreno baldio que servia como Maracanã – passou a jogar no gol e, desde as mais simples intervenções às defesas espetaculares, gritava “Rodoooooolfo Rodrigues!!!”

A primeira idolatria, de muitas que viriam mais tarde. O ser humano tem essa estranha necessidade de eleger ídolos em diversas áreas. Para este garoto, no futebol, o primeiro ídolo foi o goleiro uruguaio Rodolfo Rodrigues; só depois vieram Pelé, Pepe, Feitiço, Araken, Coutinho, Zito, Gilmar...

Para a garotada atual é muito fácil ver e rever as jogadas e gols destes mitos do futebol. Imagens, textos e fotos estão disponíveis a partir de um simples clique. Mas na metade da década de 80 não era fácil. Aliás, não era fácil ser um jovem santista no final da década de 80 e anos 90.

Querem uma boa definição de “bullying”, termo que antes era mais conhecido como “zoeira”? Ser o único santista da escola inteira e sofrer com Ijuí, Edson Ampola, Neizinho, Camilo e Serginho Fraldinha - só para citar alguns.

Mas como essas coisas de paixão não se explicam, o garoto, quer dizer, o adolescente, só fez ficar mais apaixonado ainda pelo time que abrigou e abrigava tantos craques e pernas de pau que se tornaram, de alguma forma, inesquecíveis: pernetas, mas raçudos que saíam com o uniforme imundo do charco que era o “gramado” da Vila Belmiro. E como era difícil ganhar do Santos dentro de seus domínios!

E o tempo passou. O adolescente terminou o colégio, entrou para a faculdade e para a vida adulta, arrumou emprego, carteira de motorista, outros ídolos surgiram, novas paixões floresceram, novas ideias e concepções políticas, culturais, comportamentos. Apenas uma coisa não mudou durante todo esse tempo com tantas transformações: a paixão pelo SantosFC. Paixão que pode até estremecer em algum momento ou outro, é verdade. Isso acontece nos melhores relacionamentos.

No entanto o sentimento permanece e, com o coração mole típico de quem é eterno apaixonado, sempre se perdoa. E é graças à tamanha paixão que péssimos administradores, além daqueles ingratos incapazes de entenderem a grandeza e a honra que é envergar o manto simplesmente passam, recebendo o desprezo e escárnio da torcida, enquanto o SantosFC continua trilhando seu caminho de glórias no presente e zelando por um passado que, ao contrário do que acontece habitualmente, não é esquecido. História é para quem tem o que contar.

E sempre surge um Sérgio, Almir, Paulinho, Guga, Giovanni ou um moleque abusado como Diego, Robinho, Neymar para despertarem novas idolatrias e paixões em meninos, meninas e jovens. Como aconteceu com aquele garoto, hoje um adulto, que ainda se emociona ao buscar na memória o tempo em que gritava “Rodooooooolfo Rodrigues!!!” e "goooool...do Santos!!!"

terça-feira, abril 12, 2011

Blogagem coletiva - contra o mau jornalismo

(Clique na imagem para melhor visualização. Charge satirizando o tratamento da imprensa esportiva paulistana em relação ao SantosFC)

Nós, blogueiros e torcedores santistas, estamos coletivamente através deste texto postado de forma conjunta em nossos espaços virtuais de discussão, deixando claro o nosso repúdio e nojo com a maneira que está sendo tratada a possível saída do jogador Paulo Henrique.

Estamos enojados com a enxurrada de notícias que não se concretizam da saída do jogador para o Sport Clube Corinthians Paulista. Não pela possibilidade da transferência acontecer, e sim pelo grande número de “furos” noticiados de forma irresponsável.

Não temos a pretensão de ensinar alguém a fazer jornalismo. Temos a intenção sim, de pedir aos jornalistas ou não que trabalham no meio que sejam, minimamente, éticos e profissionais.

Quantas vezes as notícias de saída do jogador já foram desmentidas por procuradores do jogador, pelo assessor do jogador? Quantas vezes o jogador “esteve negociado com o Corinthians” e veio publicamente desmentir tal notícia? Quantas vezes, na saída de campo, os repórteres e outros profissionais deixam de abordar detalhes do jogo, para falar em transferência do atleta?

Não somos bobos. Todos sabemos que, assim como nós, jornalista veste camisa e torce para time A, B ou C. O que, na função de telespectadores e ouvintes, não nos interessa. O que nos interessa é a veracidade do que é noticiado e a forma que isso é tratada.

Estamos cansado de “tivemos a informação”, “uma fonte contou”, “um ex-diretor do clube disse”. Que informação? Que fonte? O jornalismo preza pela proteção da fonte, porém, preza também pela apuração dos fatos de forma correta. E seja na faculdade de jornalismo, seja na vida, vamos aprendendo que sempre é necessário ouvir os dois lados da situação.

Porque o “sim de Ganso” é destaque nos sites, capa de jornal, tema central de discussões de programas de rádio e TV e a resposta do presidente do clube vira canto de página e rodapé de programa? Resposta esta que é a mais importante, pois devemos lembrar aos nossos nobres jornalistas que, o jogador Paulo Henrique Ganso tem contrato vigente com o Santos até o ano de 2015 e que nessa relação profissional, o jogador só sai mediante pagamento da multa, conforme valores estipulados em contrato.

Trocando em miúdos. De nada adianta o jogador se acertar com presidente de clube A ou B, se o clube não pagar a multa. Creio que não precisamos lembrar disso a alguns dos nobres jornalistas, pois eles detêm essa informação até com mais detalhes que nós.

O que nós, blogueiros torcedores do Santos EXIGIMOS é ética.

Exigimos que o jornalista, antes de escrever uma matéria, esqueça que ele tem no coração um time e lembre que ele tem nas mãos o poder de formar opiniões. Esqueçam se eles tem desavenças com essa gestão do Santos e simpatia pelo antigo presidente – e não reputamos a ele nenhuma culpa sobre os incidentes, que fique claro – e lembrem que são profissionais pagos para noticiar de forma correta e verdadeira. Isso nós como leitores, ouvintes e telespectadores EXIGIMOS de vocês e dos veículos que os contratam.

Pois lembrem-se vocês que, o torcedor, baseia-se na opinião escrita e falada por vocês para formar a opinião dele. E se, vocês jornalistas, distorcerem um fato, formam opiniões distorcidas, que não são condizentes com a verdade. Até quando vocês, na função de formadores de opinião, irão continuar gerando um clima de insatisfação e de desconfiança do torcedor com um atleta, com informações que não se confirmam?

Em um momento do país onde vemos a violência banalizada, inclusive no esporte, exigimos que haja a responsabilidade na publicação de uma notícia e na formação da opinião do torcedor.

Exatamente por entendermos esse momento nós, blogueiros, estamos pedindo a todos os torcedores santistas, para que não promovam qualquer tipo de protesto, retaliação ou cobrança excessiva ao jogador Paulo Henrique Ganso, mesmo que esteja havendo uma tremenda irresponsabilidade na divulgação de notícias informando a possível saída.

Pedimos para o torcedor santista que, enquanto o jogador vestir a camisa do Santos que ele seja tratado como profissional que é. Que receba os aplausos e as críticas quando merecer e não pelo que for imputado a ele. Já que ele, em nenhum veículo, disse até o momento que jogaria pelo Corinthians, pelo contrário.

Pedimos também ao torcedor santista que repudiem veículos que, sempre em vésperas de jogos decisivos, tem aparecido com notícias vinculadas a saída de jogadores. Desde o ano passado vivemos isso com o Neymar e agora de forma mais abrupta com o Paulo Henrique. Há veículos que tem tratado o assunto de forma séria, seja em rádios, seja em televisão aberta ou fechada, seja na internet. Procurem estes veículos, informem-se com outros torcedores santistas sobre quem está tratando o futebol de forma ética. Certamente, o torcedor chegará a conclusão e saberá distinguir os bons e maus profissionais.

Sabemos do tamanho do recalque que há de alguns profissionais de comunicação e veículos em ter que admitir que o Santos Futebol Clube é gigante e ultrapassou as fronteiras da cidade, do país. E vemos, no trabalho de alguns deles, que esse recalque vira distorção e mau jornalismo.

Respeitamos o direito e a opção profissional do atleta, caso ele deseje e decida sair do clube. Queremos apenas que ele continue cumprindo com suas responsabilidades enquanto atleta do Santos Futebol Clube e que, se desejar sair, que seja pela porta da frente.

“Uma mentira pode dar a volta ao mundo... enquanto a verdade ainda calça seus sapatos”. - Mark Twain

Texto de Renato Ribeiro: http://www.blogsantista.com.br/renato/

Charge 1: finado Ministro Veiga (de 2007)

Charge 2: RPN http://twitpic.com/photos/RPNonline

sábado, outubro 23, 2010

Pelé, 70 anos!




Pelé, o Rei do Futebol, faz hoje 70 anos.

Longa vida ao Rei do Futebol, o mais fantástico jogador de futebol de todos os tempos, ao lado de Garrincha - este, infelizmente, sucumbiu ao álcool e diversas infiltrações criminosas em seus joelhos.

O MAIOR VENCEDOR
Pelé marcou em sua carreira 1.285 gols em pouco mais de 1.300 jogos, um feito extraordinário. Pelé parou de jogar no Santos aos 34 anos, em 1974, e logo depois jogou mais 3 anos pelo Cosmos-EUA, deixando o futebol definitivamente aos 37 anos.

Foram tantos títulos conquistados que daria um verdadeiro livro. Mas aqui selecionamos apenas "alguns":

- 3 vezes campeão mundial pela seleção brasileira (em 4 Copas disputadas);
- 2 vezes campeão mundial de clubes ( 1962 e 1963, pelo
Santos);
- 2 vezes campeão da Libertadores da América (1962 e 1963, pelo Santos);
- 6 vezes campeão brasileiro ( Taça Brasil, Roberto Gomes Pedrosa, João Havelange, Copa União...não liguem para nomenclaturas!);
- 5 vezes campeão do torneio Rio-SP;
- 10 vezes campeão paulista;
- 1 Recopa Interncontinental ( 1968);

E diversos outros torneios espalhados pelo mundo todo, seja jogando pelo Santos, seja pela seleção brasileira. E enquanto jogou no Brasil, vestiu apenas a camisa do SantosFC, abrindo exceção apenas para o Vasco da Gama, em 1957, quando um combinado formado entre Santos e Vasco venceu um torneio internacional, desses parecido ao "torneio de verão" ou "mundialito" que fez do Corinthians "campeão mundial".

A VÍTIMA PREFERIDA

A vítima preferida do Pelé era mesmo o time da marginal s/n.

Pelé jogou 50 partidas contra o Corinthians. Ganhou 25, empatou 16 e só perdeu 9.

Tanta raiva do "timão" pode ter uma explicação.

Em 1958 a seleção brasileira fez um amistoso de preparação para a Copa contra o Corinthians. O time da marginal e a torcida queriam que o tal Luizinho Polegar fosse para a Copa, e não um moleque de 16, 17 anos, no caso o Pelé.

Sem contar que do chamado "trio de ferro", o Corinthians não levaria nenhum jogador para a Copa.

Pois bem, nesse amistoso o Pelé saiu contundido depois de uma entrada violenta de um zagueiro corintiano. A torcida gambá, que já estava ouriçada para que tirassem o Pelé de campo, vibrou muito quando o garoto saiu de campo.

Por muito pouco Pelé não foi cortado da Copa da Suécia. A comissão técnica o bancou no elenco e o resto da história todos já conhecem.

E durante o período que Pelé jogou futebol profissional, o Corinthians nunca foi campeão de torneio nenhum. Isso deu margem a várias teorias malucas, uma das quais dizendo que Pelé jogou uma praga no time de Parque São Jorge: enquanto jogasse futebol, nunca o Corinthians seria campeão.

Coincidentemente, o Corinthians sagrou-se campeão apenas em 1977, no mesmo ano em que Pelé despediu-se do futebol no Cosmos-EUA.

EDSON, O HUMANO; PELÉ, O MITO

Pelé é mito, perfeito. Edson Arantes do Nascimento é humano, que comete erros como qualquer mortal. E cometeu alguns ao longo de sua vida.

No entanto, o brasileiro deveria entender que Edson tem direito como cidadão à opinião e respeitá-la. Desvincular o mito do mortal não é fácil. Virou modinha bem imbecil, em quase todas as entrevistas que o Edson/Pelé concede, utilizar o jargão criado por Romário: "Pelé calado é um poeta".

Que Edson, ouvido por ser Pelé, cometa lá suas gafes, é absolutamente normal. Mas duas frases ditas por Edson/Pelé ressoam como verdades absolutas até hoje:

"Vamos cuidar de nossas criancinhas" - 40 anos depois não poderia haver frase mais adequada e urgente.

"Brasileiro não sabe votar". 30 anos depois, temos aí Tiririca.
Pelé eterno!

terça-feira, agosto 31, 2010

Breve (breve mesmo!) história do Corinthians - homenajem ao sentenariu mano!

1910 – É fundado em São Paulo, capital, o Sport Club Corinthians Paulista. Há controvérsias quanto à origem do nome, porém o mais provável é que se trate de uma homenagem a um navio cargueiro inglês naufragado do qual restou apenas um par de remos e uma velha âncora - daí a inspiração para o escudo.

1914 – Primeiro título paulista... digo, paulistano. Ou da Liga Paulista de Football. Quer dizer...sei lá! Em 1914 tivemos dois campeões paulistas, por ligas diferentes, uma confusão! Como ninguém se entendia, o avô de Armando Marques resolveu proclamar dois times campeões naquele ano. O fato se repetiria diversas vezes ao longo das décadas de 1910, 1920 e 1930.

1928 – Fazendeiros às margens do Rio Tietê ( limpo à época) são desapropriados de uma área e ali nasceu o “estádio” do Corinthians, chamado de “Fazendinha” para homenagear os antigos donos. Foi a primeira ação do então presidente Washington Luís para tentar resolver o problema dos sem-tetos. Neste ano surgem os primeiros registros de poluição no Rio Tietê.

1952 – O primeiro título internacional do Corinthians veio neste ano com a Pequena Taça do Mundo, disputada na Venezuela, grande potência do futebol sul-americano nesta época. A competição envolvia apenas clubes convidados e não possuía caráter oficial, pois era organizada por um grupo de empresários. Se isso te lembra alguma coisa, vá até o ano 2000.

1954 – Cronologicamente, este é o quarto título mais importante da história do Corinthians: campeonato paulista do IV Centenário da cidade de São Paulo. Chamado para as comemorações e para a entrega da taça ao campeão, o presidente Getúlio Vargas não estava a fim de ir e deu uma desculpa convincente: se matou. Ou mataram o presidente? Deixa pra lá...

1961 – A maravilhosa campanha no campeonato paulista daquele ano legou ao clube um dos seus apelidos mais sugestivos: “faz-me rir”.

1968 – A vitória sobre o Santos de Pelé por 2x0 depois de 11 anos de surras foi tão emocionante que os corintianos comemoraram este fato como se fosse um título, de forma que este é o terceiro título mais importante da história do Corinthians. Reza a lenda que um dos ministros do então presidente Costa e Silva era corintiano e, na noite do fim do tabu, de porre, propôs umas “mudanças na lei”. Assim foi criado o AI-5.

1969 – É fundada a “Gaviões da Fiel”. Já que no campo o time não ganhava nada, o jeito era tentar ganhar algo no carnaval.

1974 – O único grande jogador revelado pelo clube, Rivelino, é expulso pelos torcedores.

1976 – Milhares de torcedores corintianos invadem o Rio de Janeiro para a semifinal do campeonato brasileiro contra o Fluminense. Neste ano surgiu na capital carioca a proposta de um complexo penitenciário chamado “Bangu I”.

1977 – Depois de 23 anos sem ganhar nem palitinho, figa ou bafo, o Corinthians sagrou-se campeão paulista batendo a Ponte Preta na final. O jogo foi totalmente irregular, pois o Corinthians atuou com 12 jogadores ( com Rui Rei) e a Ponte Preta apenas com 10 (sem Rui Rei). Foi o segundo maior título da história do clube.

1990 – primeiro título nacional do Sport Club Corinthians Paulista, se igualando ao Coritiba (1985) e Sport Recife (1987), mas ainda em desvantagem a esses clubes por não possuir estádio.

1998 – o Corinthians começa a era das grandes contratações. O grande nome deste ano é o argentino Javier Castrilli, árbitro que também é ídolo da torcida da Portuguesa-SP.

2000 - um grupo de empresários resolveu criar um torneio similar à “Pequena Taça do Mundo” disputada na Venezuela na década de 50 e assim tivemos a 1ª edição da Copa Band / Torneio de Verão, conquistada pelo Corinthians (convidado, diga-se de passagem), que foi “campeão do mundo” só para a Band, Traffic e a Fiel, claro. Diante de tanto chororô corintiano, os velhinhos da FIFA disseram que eles eram “campeões mundiais”, mas tipo “café com leite”.

2001 – Inspirado no Torneio de Verão e Corinthians “campeão mundial”, a Rede Globo cria os “Jogos Mundiais de Verão” exibido até hoje no Esporte Espetacular.
2002 – retomando a tradição de grandes contratações, o Corinthians contrata o gaúcho Carlos Eugênio Simon. Deu certo: campeão da Copa do Brasil. No ano seguinte, porém, sem grandes contratações, naufragou - mais uma vez - na Libertadores.


2005 – Falido, sem dinheiro e atolado em dívidas, o Timão faz um acordo com a máfia russa e contrata dois grandes craques: Luís Zveiter e Márcio Rezende de Freitas. Sucesso: campeão brasileiro.

2007 – Rebaixado para a segunda divisão do campeonato brasileiro. Índice pluviométrico da cidade de São Paulo registra recorde neste ano.


2008 – Alegria para a torcida corintiana! O maior título da história do clube veio neste ano: campeão da segunda divisão!

2010 – Ano do centenário corintiano, mais conhecido como “centenada”. Uma série de eventos é programada para comemorar a data e, sem títulos significativos para chamar a atenção, o jeito foi programar um tal “show da virada”. Convidaram o presidente da República, corintiano ( o que explica a situação do país), mas nem ele foi. O clube argentino River Plate enviou uma nota lamentando não ter sido convidado para participar de mais um “show da virada”.

Caso reproduza este texto, cite a fonte: http://espiritosantos.blogspot.com/

terça-feira, junho 01, 2010

Pós-jogo Santos x Gambás: algumas considerações

Demorei a atualizar essa postagem porque imediatamente após o jogo contra o Corinthians fiquei deveras chateado nem tanto pela derrota em si para um time tecnicamente inferior, mas sobretudo pela disposição principalmente dos jogadores que podem decidir a partida – Neymar, Paulo Henrique Ganso, Wesley ( sim, o nosso “elemento-surpresa”, jogador fundamental neste time). E poderia escrever mais besteiras do que normalmente já escrevo.

Se em um time altamente qualificado como o Santos jogadores como Marquinho e Marcel se destacam mais pela vontade do que propriamente pelo futebol apresentado, alguma coisa está errada.

Muito se falou em “ambiente ruim”, “racha no elenco” e “boicote dos meninos” ao técnico Dorival Jr e outras teorias. Mas ao que parece o ambiente na Vila Belmiro está bom – segundo quem está lá constantemente e acompanha os treinos. Claro que houve algum "estremecimento" no grupo após a desastrada entrevista do técnico Dorival Jr. que tentou mostrar “autoridade” via imprensa – e os meninos também deram “recadinhos” via imprensa, o que fez o treinador "baixar a crista" e adotar um discurso mais brando, ressalte-se – mas pelo visto a coisa já foi superada, ao menos é o que todos esperamos.

Então vamos nos deter a breve análise sobre alguns aspectos técnicos, táticos e personagens polêmicas deste time.

DORIVAL JR.
Já falei sobre o treinador aqui mesmo neste blog, em plena euforia pela conquista do título paulista. E deixei uma pergunta: como será a sua atuação, por exemplo, nas fases finais da Copa do Brasil e em jogos decisivos de um campeonato brasileiro com pontos corridos?

No jogo contra o Corinthians novamente errou nas substituições, deixando o já vulnerável sistema defensivo santista bastante convidativo para as descidas do “Ataque corintiano” – a proposta de jogo do técnico Mano Menezes é só uma: retranca. E o posicionamento da zaga também deixa a desejar. Dorival Jr. alega falta de tempo para treinamento. É uma justificativa válida, então o que faria um treinador com algum bom senso? Se não há tempo para treinar, invente o menos possível. Com a parada para a Copa do Mundo, Dorival Jr. tem a obrigação de ao menos equilibrar este time defensivamente.

FELIPE
O goleiro vem sendo bastante contestado e virou o alvo preferencial dos santistas e muitos já pedem a volta de Fábio Costa. Bem, com essa zaga mal postada, sem proteção efetiva à frente de zaga, podem colocar Fábio Costa, Diego Cavalieri, Renan, Dida, Peter Cech, Rodolfo Rodrigues 30 anos rejuvenescido que o time adversário vai continuar chegando na cara do gol diversas vezes.

Antes de crucificar o jovem goleiro santista, seria bom ajustar este sistema defensivo do Santos. Não estou dizendo que Felipe é um goleiraço, extraordinário, nada disso: é um jovem goleiro com potencial para progredir muito na carreira. Precisamos, sim, de um goleiro melhor. Mas repito: da forma como o Santos vem jogando contra adversários mais qualificados, serão 2, 3 gols por jogo, independente de quem estiver no gol. E Fábio Costa, definitivamente, não é a solução para o problema.

MARQUINHOS
É o queridinho do treinador e essa insistência com o jogador vem prejudicando a equipe. Foi bem contra o Corinthians? Eu digo que ele se destacou, sobretudo, pela vontade que até então não havia apresentado. Em um time "molenga" não é tão difícil assim: Geílson, Tiuí, etc.

Mas qual a função do jogador no time titular – e mais: o que ele vem jogando para justificar esta condição? Ele não tem fôlego para marcar, sua chegada ao ataque não é incisiva e constantemente “some” da partida. Há quem diga que o jogador é importante para compor o meio de campo e é a única opção que Dorival tem no banco.

Discordo: antes de esgotar as possibilidades, seria bom que Dorival testasse o jovem Breitner na posição. É um jogador taticamente muito interessante e que certamente comporia muito melhor um meio de campo ao lado de Arouca e Wesley. O problema é que Dorival não o utiliza em jogos mais fáceis e assim insiste com Marquinho o tempo todo.

ASSESSORIA DE IMPRENSA E NEYMAR
Finalmente a assessoria de imprensa do SantosFC apareceu e resolveu blindar Neymar do assédio dos repórteres. Há quem diga que a assessoria de imprensa é um assunto secundário, mas não é: em plena era da informação – e com as novas tecnologias de informação e comunicação – o trabalho deste profissional é de suma importância para orientar e evitar polêmicas desnecessárias, entrevistas desastradas ( como a do treinador Dorival Jr no episódio dos baladeiros) e declarações impensadas, como algumas dadas por Ganso e por Neymar.

Sobre Neymar, o garoto vai oscilar em seu futebol ainda. Em 2003 Robinho levou um chá de banco do treinador Chiliquenta e ao longo daquele mesmo ano teve altos e baixos no campeonato brasileiro; hoje é um baita jogador. Com Neymar é preciso paciência, mas também cuidados e orientações para com este adolescente – as pessoas parecem esquecer deste “detalhe” e confrontar adolescentes humilhando-os publicamente é a pior coisa que pode acontecer a eles. Há que preservar disciplina e estabelecer regras e punições, sim, mas a forma como isto é feito faz muita diferença.

PS: A julgar pela comemoração dos corintianos após a vitória sobre o Santos, a impressão que temos é que eles vão colocar uma nova estrela na camisa. No ano do CENTENADA, talvez seja a maior conquista do Corinthians: ganhar do Santos. (arte by RPN)

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quinta-feira, maio 20, 2010

Como matar um imortal - Santos 3 x 1 Imortal

Clique na imagem para visualizá-la melhor.

Desde tempos remotos o homem busca através de vários meios uma forma para se conquistar a imortalidade. No campo religioso, é muito comum a expressão “imortalidade d’alma”, o que seria o equivalente ao que se chama "vida eterna".

Como definir o termo “imortal”? O dicionário traz a definição de algo “eterno”, mas Platão diz o seguinte: “isto é algo que não podemos exprimir de uma maneira racional”. Logo, o que ainda temos é uma grande dúvida sobre o tema. E sem entrar no campo do Divino, a questão permanece: a imortalidade, de fato, existe?

Na noite de quarta-feira, 19 de Maio de 2010, um time provou que a imortalidade - ao menos nas quatro linhas de um campo de futebol – não existe. E este abalo nas crenças e dogmas filosóficos só podia vir de um time acostumado com feitos incríveis.

Jogavam Santos x Grêmio na Vila Belmiro. O time sensação do Brasil, chamado de “Meninos da Vila” precisava vencer o time gaúcho do Grêmio, que é conhecido também como “Imortal”. Que missão complicada para os garotos santistas: como matar um imortal e seguir em frente na Copa do Brasil?

Para se matar um imortal não é difícil:

- Ouça o que líder ou treinador dos imortais tem a dizer. Geralmente, por se acharem detentores da imortalidade, são arrogantes. Mas tais palavras demonstram medo. Pavor. Horror. Terror. Em suma: um cagaço daqueles!
- Não caia na tentação dos imortais em subverter aquilo o que é certo: futebol é uma coisa, “vale tudo” é outra coisa bem diferente – até porque o “vale tudo” tem muito mão daqui, mão dali, coisa que os imortais adoram.
- Ao comemorar um gol, faça-o com danças bem humoradas – nunca, mas nunca comemore como os imortais: atracados em uma avalanche de machos um em cima do outro;
- Escolha um bom animal de estimação e proteção para o seu lar: um ganso é uma boa pedida. Imortais preferem cavalos e mulas, que dão coices. Não queiram imitá-los.
- Descubra o ponto fraco dos imortais. Não é difícil: Aquiles, o herói grego, tinha o ponto fraco no seu calcanhar; já os imortais possuem um furo na cueca, o que indica seu ponto fraco.
- Descoberto o ponto fraco dos imortais, enfie por ali três salsichões. Aí acaba a valentia dos imortais, que pedirão por mais uma salsichada, mas não é necessário: o imortal está rendido, dócil, manso e com um sorriso no rosto. Já está pronto para ir pra cova.

Tomadas essas atitudes, o time de Robinho, Paulo Henrique Ganso, Neymar, Wesley e cia. não apenas matou um imortal: enterrou-o ali mesmo na Vila Belmiro. Deu um pouco de trabalho no primeiro tempo, mas no segundo tempo o mito da imortalidade terminou, sem impedimentos, sem queda, sem intervenções externas.

Imortal, na Vila, é enterrado vivo. Para um time que é chamado SANTOS, isso não é difícil.Complicado mesmo é imitar argentino, sobretudo avalanches com todo mundo (homem) no encoxa aqui, encoxa ali... aí já passou do “imortal” para o “imoral”. Mas essa é outra história!

SANTOS NA FINAL DA COPA DO BRASIL
Mesmo com Rodriguinho, Dorival Jr e Marcel, o Santos venceu o Grêmio “imortal” por 3 x 1 na Vila Belmiro e segue para a final da Copa do Brasil 2010 – vai enfrentar o Vitória-BA, que despachou o Atlético-GO do Geninho por 4 x 0 no Barradão - o time goiano não contou com Rodrigo Tiuí, o que explica esta goleada sofrida pelo time do Geninho.

Apesar de não ter jogado bem no primeiro tempo e com o Grêmio dominando as ações, a defesa santista não tomou gol, o que já é um feito interessante; já no segundo tempo a história foi outra: o treinador Dorival Jr - sim, hoje foi bem, até que enfim! - , corrigiu o posicionamento do Rodriguinho e Wesley ( Wesley ficava plantado na marcação e Rodriguinho se mandava pro ataque, o que é um erro, já que Wesley tem essa característica e a cumpre muito bem – vide o gol) e os moleques acordaram.

Aí foi moleza: Santos dominou o Grêmio, fez 3 golaços ( Ganso, Robinho e Wesley) e poderia ter feito 5 ou 6 que não seria nada de anormal - Marcel armou um contra-ataque rapidíssimo pro Wesley fechar o caixão imortal e depois o centroavante perdeu o gol mais feito do ano. Ê, Marcel, Caetano já cantava "alguma coisa está fora da ordem...". Fim de jogo, olé na Vila, enterro de imortal e calando a boca do falastrão Silas e dos torcedores “imortais”.

VITÓRIA
Não subestimem o time baiano, sobretudo no Barradão. O time do Vitória é certinho. Tem um goleiro bom ( Viáfara – da escola René Higuita, mas melhorou muito), uma dupla de zaga jovem mas interessante no jogo aéreo, um meio de campo experiente – Vanderson é o volante “brucutu”, Bida todos conhecem e Ramón Menezes é o grande articulador de jogadas do time. Atenção para o ataque: o garoto Elkeson é promissor, joga muito bem e o centroavante Júnior, experiente, é bom no jogo aéreo, faz bem o pivô das jogadas e é artilheiro oportunista. Vacilou, ele marca mesmo.

Time por time o Santos é bem superior, mesmo sem Dracena e Léo, mas com Arouca retornando e jogando com seriedade e sem subestimar o adversário, o time da Vila tem todas as condições de conquistar mais um título – as finais serão depois da Copa do Mundo.

Postado por Jaime Guimarães, substituto do lendário Ministro Veiga.
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quinta-feira, maio 06, 2010

O futuro do ex-trategista


(clique na imagem para visualizar melhor a homenagem ao S.C.Curintia, que todos amamos zoar)

Hoje teremos um convidado especial para a atualização do blog: Walter Davi Dente, renomado astrólogo, numerólogo, arqueólogo, sociólogo, psicólogo e advinhólogo. Pedimos ao renomado estudioso para que fizesse uma previsão muito simples: o futuro do (ex?) técnico Vanderlei Luxemburgo, o ex-trategista.

E agora, em primeira mão, apenas para os leitores do blog Espírito Saaaantos, o futuro do (ex?) técnico Vanderlei Luxemburgo.

2010 – Após uma campanha muito ruim no campeonato brasileiro e contratações desastradas – os atacantes Jean, Gilmar Pica-Tonta e Kleber Pereira, além dos meias André Beleza, Magnum e Léo Lima - Luxemburgo é demitido do Atlético-MG, deixando o clube mineiro na 11ª colocação. Indignado com a demissão, Luxemburgo esbraveja: “Extávamos no meio de um proxexo, levei o time à Sul-Americana e exixo rexpeito. Nunca mais trabalho aqui!”

2011 – É contratado pelo Santa Cruz-PE e recebido com festa no estádio do Arruda. Os torcedores do Santa esperam que Luxemburgo consiga tirar o tradicional clube pernambucano da 4.a divisão.

Abril de 2011 – O Santa Cruz faz uma excelente campanha no campeonato pernambucano e chega à final. Mas perde o título para o Sport-PE na Ilha do Retiro. Presidente do Sport-PE ironiza Luxemburgo, dizendo que o treinador é “velho freguês” do leão da ilha. Luxemburgo pede respeito e afirma que nunca trabalhará no Sport.

Dezembro de 2011 – Decepção total no Santa Cruz: o time não consegue passar pelo octogonal que classificaria 4 times para a 3ª divisão. Luxemburgo é vaiado pela torcida do Santa, que o acusa de “decadente”. Irritado com as críticas, Luxemburgo pede que tenham respeito com o seu nome e afirma que “ o meu ciclo no Santa terminou hoje. Nunca mais trabalho aqui!”

2012 – Vanderlei Luxemburgo acerta contrato para treinar o Gurupi, de Tocantins. De quebra, anuncia sua candidatura à câmara de vereadores de Palmas, capital do estado.

Maio de 2012 – Com reforços consagrados como os atacantes Gil e Denílson, além do lateral esquerdo Kléber Chicletinho, o Gurupi quebra um jejum de 4 anos sem títulos e vence o campeonato tocantinense de futebol. Luxemburgo avisa que é só o começo do "proxexo". Continua trabalhando com o Gurupi e dedicando-se à sua eleição.

Outubro de 2012 – Luxemburgo não consegue se eleger vereador em Palmas, mas ficou com a 15ª suplência de seu partido e na 52ª suplência da coligação; Gurupi ameaçado de rebaixamento na 4ª divisão.

Dezembro de 2012 – O Gurupi naufraga e sequer consegue vaga para o octogonal da 4ª divisão. Na última rodada, após perder em casa para o Trem Desportivo Clube, do Amapá, a torcida do Gurupi hostiliza Luxemburgo, que desabafa na imprensa local: “Isso é molecagem, nunca mais trabalho aqui!”

2013 ( N.do E.:notem que o mundo não acabou. Calendário Maia fail) – Às voltas com o seu reativado Instituto Vanderlei Luxemburgo de Futebol, o treinador tem convite do Atlético Ibirama, de Santa Catarina, mas resolve aceitar o desafio de ser manager do Íbis-PE. Seu auxiliar técnico, o ex-jogador Ricardinho, é o novo técnico do Íbis, que graças a Luxemburgo fecha parceria com o Iraty-PR para obter alguns atletas. Chegam ao clube pernambucano o meia Jorinélson ( sobrinho de Arinélson) e o experiente Cléber Santana.

Junho de 2013 – Com Ricardinho no comando técnico e Luxemburgo no depto. de futebol, o Íbis disputa 32 partidas entre campeonato pernambucano e Taça Estado de Pernambuco, que classifica 4 times para disputarem a 4ª divisão do campeonato brasileiro. Em 32 jogos o Íbis perde 30, empata 1 e vence 1 partida polêmica contra o Serrano, em Serra Talhada, com arbitragem duvidosa do árbitro Márcio Rezende de Freitas Filho. Torcedores do Íbis, inconformados com a vitória do time, que perdeu o posto de “pior time do mundo” para o DostolstóiFC, de Vladivostok, da Rússia, hostilizam o dirigente Luxemburgo, que afirma “nunca mais trabalhar no Íbis novamente”.

2014 – Após 6 meses dedicando-se integralmente ao Instituto Luxemburgo de Futebol, onde lança como treinadores Carlinhos Bala (ex-atacante), Fabiano Genro (ex-volante), Astorga (ex-zagueiro) e Denílson (ex-atacante), Vanderlei volta a Santos, desta vez para treinar a Portuguesa Santista, que está de volta à 1ª divisão do campeonato paulista.

Abril de 2014 – A Portuguesa Santista é novamente rebaixada para a 2ª divisão do campeonato paulista após perder para o Santos por 5 x 0 na Vila Belmiro. Na véspera do jogo, o experiente atacante Robinho, de volta ao Santos –que conquistaria o título daquele ano - , puxou o coro “Ô Vanderlei/Pode esperar/ a sua hora vai chegar”. Sob a alegação de ser um treinador muito caro, a diretoria da Briosa demite Luxemburgo, que esbraveja: “sou um profixional. Não axeito como fui tratado! Nunca mais trabalho aqui!”

Dezembro de 2014 – Desempregado e tentando a carreira de empresário de jogadores, foi convidado para dirigir o time dos “Amigos de Ronaldinho Gaúcho” na despedida do craque. Jogando contra o time dos “Amigos de Adriano”, perde o jogo e é xingado no Maracanã pelos torcedores – sobretudo do Flamengo. Inconsolável, afirma: “nunca mais trabalho aqui!”

2015 – A convite do amigo Marcelo Teixeira, ex-presidente do Santos, vai lecionar no curso de Administração Esportiva da UniMT. Luxemburgo está satisfeito com a nova função, mas admite que tem convite para treinar a seleção da Guiana. Para isso já se matriculou no curso de Idiomas Santana’s Language, de propriedade do ex-técnico Joel Santana, que abandonou a carreira de treinador e virou professor de inglês para jogadores e técnicos de futebol.

Agradecemos ao sr. Walter Davi Dente pelas previsões.

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domingo, maio 02, 2010

SANTOS, CAMPEÃO PAULISTA DE 2010 (mesmo com o treinador aprontando novamente)

Foi difícil, foi sofrido demais. O bom time do Santo André engrossou o jogo, fez 3 gols - e 1 mal anulado - e aos 45 minutos do segundo tempo a trave impediu que o time do ABC Paulista saísse do Pacaembu - que recebeu 35 mil santistas - com o título paulista de 2010.

Mas o Santos tem algo que é mágico. À parte misticismos e devaneios poéticos, 15 anos depois de uma das maiores exibições de um jogador no Pacaembu, o espetáculo se repetiu.

Giovanni, em 1995, teve uma atuação de gala nos 5 x 2 contra o Fluminense-RJ; Paulo Henrique Ganso, em 2010, repetiu o feito de seu "padrinho, que o indicou ao Santos, paraense também.

Um jogador com 20 anos de idade, que fala "não" a um treinador que insistia em estragar até mesmo o seu bom trabalho durante a fase classificatória; um jogador com 20 anos de idade que deu uma verdadeira lição em "experientes" do naipe de Marquinho e Roberto Brum, além do lateral Léo. Este é Paulo Henrique, simplesmente sensacional na finalíssima. Quando tudo parecia perdido para o Santos, o jogador bateu a mão no peito e disse "deixa comigo". Gênio!
E, mais adiante, um menino que mal completou 18 anos infernizava a defesa adversária. Marcou dois gols, driblava, escapava de falta, não "pipocou" ( como muitos apostavam) e deu um verdadeiro show de futebol. Enquanto ele esteve em campo, desestabilizou o Santo André. Esse é Neymar, o menino genial que já desponta como craque.

Ao seu lado, já consagrado, Robinho. Que é bastante contestado, que dizem não ser mais o mesmo de 2002. Não é mesmo. Aquele Robinho, que encantava com as pedaladas, ficou no passado. Hoje é um jogador mais objetivo, que melhorou bastante em fundamentos como passe e finalização. O torcedor espera que o Robinho dê pedaladas mágicas em todas as partidas. Não verão mais. Mas verão passes geniais como o que ele deu para o garoto Neymar. Outro perna de pau desperdiçaria o lance.

Tem esse Arouca, volante cujo passe ainda pertence ao São Paulo. Não sei onde o Santos vai arrumar dinheiro, mas precisa ser contratado imediatamente. Alguém aí sente falta do tal Rodrigo ZZZZouto? Alguém aí acha que este jogador faria 1/4 do que fez o Arouca hoje na final - e em todo o campeonato?
E o Pará. O Parazinho do ABC, jogador contestado, xingado, detonado. É o típico jogador que melhora de produção quanto o time vai bem. Seja na lateral direita, seja na lateral esquerda, Pará é um verdadeiro leão, implacável na marcação e ainda se arrisca a uns lances no ataque.
Pois devemos a estes jogadores - Paulo Henrique Ganso, Neymar, Robinho, Arouca e Pará - o título nesta tensa partida final. Sem desmerecer os demais jogadores, mas estes 5 foram geniais!

COMO PERDER UM CAMPEONATO


Basta seguir essa receita:

- Mantenha no time titular um jogador lerdo, inoperante, que joga a 20km/h enquanto o time e o jogo estão a 100 km/h;

- Deixe de fora o vice-artilheiro da equipe e um dos que ajudaram o time a alcançar a fabulosa marca de 100 gols em 28 jogos - e isso para escalar o tal "jogador lerdo e inoperante", mas queridinho do treinador;

- Promova substituições absurdas nos dois jogos finais;
- Tire de campo um dos craques do time e cogite substituir o melhor jogador do time no segundo tempo;

- Invente querer ser "o estrategista" e abandone o esquema e o estilo de jogo que vinha dando certo justamente na fase final;
- Demore uma eternidade para fazer uma leitura de jogo;

- Confie em jogadores reconhecidamente ruins para "dar uma força na marcação".

A receita acima foi fornecida pelo técnico Dorival Jr., que fez de tudo para entregar o título ao Santo André neste domingo, com o Pacaembu lotado de santistas incentivando sem parar o time, com vantagem no placar e quase todos os titulares à disposição. ( e como o Wesley faz falta nesse time, não é?)

Evidente que Dorival tem seus méritos por conduzir brilhantemente a equipe nas fases classificatórias tanto da Copa do Brasil como no Campeonato Paulista. Mas é na hora da decisão, nas fases finais, que vemos com quem podemos contar ou não. E os erros inacreditáveis de Dorival Jr. depõem contra a credibilidade em seu trabalho. O desequlíbrio do treinador foi tão grande que fica a pergunta: como seráa sua atuação, por exemplo, nas fases finais da Copa do Brasil e em jogos decisivos de um campeonato brasileiro com pontos corridos?

Nenhum técnico é infalível e não se trata de reinvindicar aqui um "super técnico". Trata-se apenas de considerar um técnico que não atrapalhe, que arme bem a equipe e não se cometa tantos e inacreditáveis erros como o sr. Dorival Junior principalmente em uma final. Por pouco não compromete todo o trabalho ao longo do ano.

Hoje vimos que podemos contar com Neymar, Arouca, Robinho, Paulo Henrique Ganso e até com o Pará; e vimos também que não podemos contar com Marquinho e Roberto Brum. A grande dúvida é: e com o técnico Dorival Jr., podemos contar?

Não deixemos de pensar nisso.

No momento, vamos comemorar! Esse título do Santos é também uma amostra de que ainda existe futebol alegre, genuinamente brasileiro, que não se intimida com brucutus e recalcados! Um VIVA aos meninos da Vila, um VIVA ao futebol que ainda resiste em nossos gramados! E ainda corrigiu uma injustiça histórica: dispensado por Marcelo Teixeira e Vanderlei Luxemburgo, Giovanni finalmente pôde dar a volta olímpica no Pacaembu, o que foi impedido em 1995 por Márcio Rezende de Freitas. Uma despedida que poderia ter sido participando da partida final, mas graças ao treinador...deixa pra lá! AGORA, QUEM DÁ A BOLA É O SANTOS! O SANTOS É O GRANDE CAMPEÃO!


Escrito por Jaime Guimarães, substituto do Ministro Veiga, ainda desaparecido. Siga-me no twitter: www.twitter.com/jaimeguimaraess

domingo, abril 25, 2010

Santo André 2 x 3 Santos. Dorival, Dorival...

O Santos venceu, no sufoco, o Santo André por 3 x 2 de virada na primeira partida da final do campeonato paulista 2010. Está com a mão na taça e na próxima partida pode perder

E hoje, me desculpem, a bronca vai para o treinador do Santos, Dorival Jr. – mesmo com o péssimo primeiro tempo do alvinegro da Vila, apático e com sérias dificuldades para jogar o seu melhor futebol, o treinador santista não foi nada feliz na tarde deste domingo.

CONSELHOS PARA DORIVAL

Conselho 1: NÃO SE DEIXA NO BANCO DE RESERVAS O ARTILHEIRO DO TIME! Ainda mais para a entrada de um jogador como o Marquinho, que tem lá sua importância tática, mas basta ver que no segundo tempo, com a entrada do André e com a mudança de atitude da equipe, o Santos fez 3 x 1 até com certa facilidade; A melhor formação para esta equipe é com o Pará na lateral direita, meio de campo composto por Arouca e Wesley e o ataque com Robinho, Neymar e André, sendo que o Robinho pode voltar um pouco mais para buscar jogo. Marquinhos é banco.

Conselho 2: NA SUBSTITUIÇÃO, CUIDADO: COM APENAS UMA MUDANÇA PODE DESESTRUTURAR UM SETOR INTEIRO. Dorival Jr. errou feio na substituição para a entrada do Madson. Marquinho fazia uma das piores partidas com a camisa do Santos: nulo, sem função. O lógico seria que este jogador fosse substituído. No entanto Dorival fez lambança: deixou o Marquinho em campo, tirou Pará ( um leão na marcação) e com isso perdeu tanto lateral como meio de campo. O resultado: O Santo André, mortinho em campo, achou facilidade justamente pelo setor direito, fez o segundo gol e ainda foi pra cima acreditando que poderia empatar a partida. Felizmente o jogo terminou antes disso.

Entendam, não é o caso de julgar o Dorival Jr. como um mau treinador, ninguém está dizendo isso. Apenas que na hora da decisão não se pode cometer certos erros – a meu ver, óbvios – e deixar o adversário tomar conta da partida, como fez o Santo André no primeiro tempo e no finalzinho do segundo tempo. Isso poderia comprometer o - belíssimo - trabalho ao longo do campeonato.

DESTAQUES
BOLA CHEIA: Ganso, Wesley e André. O que o Paulo Henrique fez no segundo tempo foi mágico, coisa de um legítimo camisa 10; Wesley mostrou toda a versatilidade que o torna uma das “peças fundamentais” deste time e André mostrou o porquê é imprescindível.

BOLA MURCHA: Edu Dracena e Marquinho. O zagueiro estava tão estranho no primeiro tempo que andou entregando uns lances pra lá de esquisitos e quase que o Santo André vira o tempo com pelo menos 2 x 0 de vantagem; Marquinho foi um jogador que só fez número em campo. "E o goleiro, que falhou no primeiro gol?" Pois é, apesar da falha horrível do Felipe no gol do Ramalhão, o goleiro praticou ao menos umas 3 defesas sensacionais. Tem apenas 22 anos, tem grande potencial.

ARBITRAGEM
PC de Oliveira todo mundo sabe quem é. Neymar foi caçado em campo no primeiro tempo, sofreu pênalti e o grande PC, pra variar, deixou pra lá. E todos os jogadores do Santo André estavam doidos para que o moleque entrasse na provocação e recebesse um cartão amarelo. Não adianta chorar: esse é o PC Oliveira e todos sabem quem é. Inclusive a diretoria do Santos que, salvo engano, nem se manifestou contra a escolha deste péssimo árbitro.

FINALÍSSIMA
Que o time entre em campo no próximo domingo “focado”, sem os habituais “apagões” ( 4 meses de trabalho e isso ainda não foi resolvido) e que Dorival não queria inventar logo na finalíssima. Aliás, que ele relacione o Giovanni para a partida e, no final, quando tudo estiver definido – esperamos que a favor do Santos – o nosso G10, com a tarja de capitão, jogue uns 10, 15 minutos e levante a taça de campeão paulista. Uma despedida em grande estilo para o nosso eterno Messias.

Escrito por Jaime Guimarães, substituindo o saudoso e desaparecido Ministro Veiga.
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